Beleza

Alinhamento: dentes no lugar

Shutterstock


Os alinhadores, mais conhecidos como aparelhos ortodônticos, contribuem tanto para tratamentos clínicos como estéticos e estão cada vez mais precisos e discretos. O primeiro ponto que o paciente será orientado a fazer é passar por uma avaliação periodontal para cuidar da saúde da gengiva e dos tecidos que suportam os dentes. O periodontista é o responsável por essa avaliação. 

Com o resultado em mãos, o ortodontista fará uma análise geral, utilizando a tomografia da face. “Esse é um dos grandes avanços da área de alinhadores. Antes essa avaliação era feita por modelos, fotografias e radiografias (2D). Hoje fazemos por tomografia de face (3D)”, lembra o ortodontista Joaquim Henrique Figueiredo. 
 
Sorriso metalizado, coisa do passado

O alinhador mais comum no mercado é o aparelho fixo, composto por aquelas pecinhas quadradas de cor metálica, os brakets (bráquetes), por onde passam os fios ortodônticos. Ele geralmente é indicado para pacientes que têm dentes permanentes, mas precisam alterar a arcada. O tempo de uso varia de acordo com o tratamento determinado e não há limite de idade para iniciá-lo. “Tenho pacientes de 70 anos que usam o fixo”, lembra o ortodontista.

Entretanto, a eficácia do tratamento está relacionada ao fato de a arcada ainda estar se formando, o que acontece com as crianças, adolescentes e jovens. “A vantagem é que você pode usar o crescimento a seu favor. A alteração de que precisamos é feita pelo próprio crescimento ósseo, o que é melhor a longo prazo pela sua indefinição. Nesses casos, o odontopediatra é essencial para detectar quais são os problemas, o que os pais não conseguem fazer apenas observando”, afirma Figueiredo. 

Seja qual for a idade dos usuários, muitos reclamam da aparência pesada do sorriso causada pelos bloquinhos. Para isso, a tecnologia abusou da paleta de cores: rosa, azul, amarelo, até que o alinhador transparente ganhou a preferência. Eles podem ser de policarbonato, de porcelana e até de safira. Os de policarbonato ficam mais em conta, embora sejam leitosos e manchem com o tempo. 

Os de cerâmica não mancham, têm uma estrutura mais resistente, mas ainda continuam com o aspecto leitoso. Já os de safira, os mais caros do mercado, são absolutamente transparentes, com aparência de vidro. Apesar do aspecto delicado, são os mais resistentes e não mancham com o tempo.

Transparente X Invisível

Mas o invisível é, definitivamente, a mais fresca das novidades. O que os profissionais chamam de aparelho invisível é diferente do aparelho fixo transparente na estrutura. O invisível é inteiriço, sem as pecinhas em cada dente. Ele se encaixa perfeitamente na arcada, já que é produzido por um software, funcionando como uma placa translúcida. A placa é trocada com o tempo, uma média de 15 dias, fazendo com que os dentes se ajustem ao novo espaço, mas sem tanto incômodo.

Outra vantagem do aparelho invisível é que ele pode ser removido quando o paciente se alimenta ou enquanto escova os dentes. O pesadelo da higienização dos bráquetes é substituído pela escovação simples, o que diminui o depósito de tártaro e placas bacterianas, evitando problemas periodontais.
 
Infelizmente, essa opção discretíssima é indicada para casos em que são necessários pequenos movimentos ortodônticos, uma pequena parcela do total. “Essa opção é bastante limitada. E eu ainda preciso desgastar dentes, ou seja, para levar o dente ao local você precisa ter espaço, e, quando não tem, é necessário desgastar os dentes para que se encaixem em uma placa só, o que é bastante ruim”, explica o ortodontista.

Dentes de ouro 

Os alinhadores estão mais acessíveis? A verdade é que as versões estéticas como os transparentes e invisíveis ainda são bem salgadas para o bolso. Quanto mais discretos, mais caros. No mercado as opções são muitas, e o preço varia de acordo com a marca. As americanas são mais em conta quando comparadas às alemãs, por exemplo. “E olha que os preços já baixaram muito”, diz o ortodontista. Os aparelhos fixos estéticos (os transparentes) têm uma estimativa de custo dez vezes maior que o preço de mercado dos aparelhos metálicos. Já o preço do invisível é bastante variável, podendo custar mais de R$ 10 mil. 

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.