Beleza

Ciência a serviço da odontologia de alta complexidade

Shutterstock


Os implantes dentários são alternativas altamente eficazes no processo de substituição de dentes perdidos pelos mais diversos motivos. Porém, para ter resultados naturais bem próximos aos originais, temos que avaliar as condições apresentadas por cada pessoa.

Segundo o cirurgião-dentista Eudecio Gonçalves de Melo, uma análise criteriosa precisa considerar o biótipo gengival, bem como quantidade, espessura e posicionamento. Normalmente, os profissionais são mais cuidadosos nas análises de estrutura óssea, pois é nela que são parafusados os implantes substitutos nas raízes. Exames radiográficos e tomográficos apresentam dimensões da espessura, altura e densidades ósseas. Não menos importante é a posição dos demais dentes. 

Ainda conforme o especialista, quando se pensa em colocar um implante dentário, imagina-se que o mesmo irá devolver condições de estética, mastigação e fonação originais, o que em muitas vezes realmente acontece. Essa substituição pode ser uma experiência gratificante. Entretanto, inúmeros fatores influenciam nos processos reabilitadores e, em muitos casos, podem levar a frustações. Uma tênue linha separa uma reabilitação bem-sucedida de uma mutilação dentro de um tratamento, e muitos recursos estão disponíveis visando o sucesso. 

O melhor momento para a substituição, de acordo com Eudecio, é quando se diagnostica a necessidade da remoção dentária. Ela pode ser feita imediatamente ou é possível promover crescimento ósseo imediato para posterior instalação implantar. Muito comum é remover e aguardar alguns meses para substituição, utilizando depois enxertos, caso seja necessário. Entretanto, sempre haverá perda óssea em altura e espessura, e nenhum outro momento é tão importante quanto esse para prevenir futuras sequelas. 

Alguns conceitos têm mexido muito com a comunidade acadêmica. O uso de pequenas espessuras de raízes deixadas propositadamente em posições estratégicas, associado com o osso sintético, nos garante integridade estética dos tecidos gengivais. Segundo o especialista, dentes podem ser extraídos, triturados e reintroduzidos no mesmo espaço ou usados em outras regiões para promover crescimento ósseo. Associações de biomateriais e derivados sanguíneos são os mais poderosos e previsíveis recursos para enxertia. Alternativa altamente eficiente, de menor morbidade, ao uso de osso do próprio paciente.

Diante de ausências parciais recentes, as perdas dos tecidos adjacentes são pequenas, o que normalmente permite trabalhos simples. Entretanto, cuidados redobrados deverão ser tomados em regiões estéticas a médio e longo prazo. O uso de tecido gengival retirado do palato é altamente eficiente e frequentemente indicado.

Ainda de acordo com o especialista, as grandes perdas parciais ou totais apresentam desafios maiores em sua maioria. Quase sempre exigem grandes reconstruções teciduais. A decisão sobre como reabilitar normalmente está relacionada às condições apresentadas, fatores econômicos, expectativas do paciente e experiência profissional. O arsenal da engenharia tecidual disponível é bastante amplo, tornando a odontologia de alta complexidade cada vez mais previsível, os tratamentos menos incômodos e com altíssimo nível de satisfação.

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.