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Implantes: a recuperação dos dentes

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Considerado um dos grandes terrores da cadeira do dentista, os implantes são indicados para os casos em que a perda do dente já é definitiva, quando a raiz também já foi perdida. O implante é considerado a melhor alternativa depois do nosso próprio dente. 

Não é para doer

Se você escuta a vizinha falar que o implante é dolorido, fica difícil encarar o procedimento. “Mas implante não é para doer, é tranquilo e rápido. As pessoas precisam vencer esse medo”, reforça o especialista em cirurgia bucomaxilofacial e mestre em implantodontia, Henrique Taniguchi. Nos casos mais difíceis, em que as cirurgias de enxerto são necessárias, a tecnologia avançou e os biomateriais fazem desse procedimento algo menos evasivo. Taniguchi explica que o procedimento pode ser feito com a pessoa sedada. A anestesia é aplicada por um médico anestesista. 

Ele também faz o alerta para que o paciente cheque se o consultório conta com um centro cirúrgico. É preciso que os profissionais invistam em aparelho de oxigênio e desfibrilador, por exemplo, para evitar riscos.

Quais são as etapas? Demora para acabar?

1º caso: 
Quando a estrutura óssea é boa, o cirurgião consegue remover a raiz afetada e colocar o implante (raiz artificial e dente) na mesma seção. Isso porque há a segurança de que o implante ficará bem firme ao osso. O procedimento é chamado de implante imediato e carga imediata. Infelizmente, são poucas as situações em que isso é possível. Ainda nesses casos, o dente que se coloca é o provisório. O dente definitivo, da cor exata dos dentes vizinhos e do tamanho ideal, é instalado quatro meses depois.

2º caso:
Há casos em que o paciente perdeu o dente há muito tempo e a ausência óssea é completa. Nessas situações, é preciso preparar o local para um enxerto ósseo. Serão necessários no mínimo seis meses entre o enxerto e a implantação da raiz e dente provisório, caso o exame de tomografia apresente a evolução do quadro ósseo, ou seja, mostre que o enxerto deu certo. O paciente ainda aguardará mais quatro meses para a implantação do dente definitivo. 
 
A maioridade do implante

O único requisito em relação à idade para se fazer um implante é que o paciente já tenha interrompido o seu crescimento ósseo. Nos homens, a idade média para isso é 18 anos. Para as mulheres, 16 anos. Para que o profissional tenha certeza dessa condição, é necessário que o médico ortopedista (sim, ortopedista!) realize a radiografia carpal. Os pacientes que perdem dentes mais cedo do que isso têm de conviver com o dente provisório. 

Quanto à idade máxima, não há limite. O importante é que tudo vá bem com o a saúde. Mas e os diabéticos, podem fazer? Sim, desde que a taxa de açúcar esteja controlada. As situações de controle também servem para pessoas com problema de coração e de pressão alta. 

E quem usa dentadura, pode? Também! Nesse caso, a diferença é que o implante não é feito dente por dente. Geralmente são usados entre quatro e cinco implantes na arcada inferior e de cinco a oito na parte superior, que servirão para segurar todo o conjunto de dentes unidos, num procedimento chamado de prótese protocolo. 

Investimento financeiro e pessoal

O preço de todo o procedimento varia de acordo com o implante utilizado, o material da coroa e se foi ou não necessário o enxerto. Se fazemos revisão de carro, por que não revisão na boca? A prevenção, a limpeza correta e a ida periódica ao dentista ainda são os melhores caminhos. Mas nos casos em que é indicado o implante, ele pode trazer maior conforto, livrando os pacientes da prótese provisória, melhorando a estética e a autoestima. 

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