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Toxina botulínica: adeus, rugas!

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Ah, o Botox! Como não amar? Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda em 1992, a toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox, é indicada no tratamento que promete eliminar as rugas e linhas de expressão. Promete e cumpre: quando injetada nessas rugas, a toxina botulínica bloqueia a contração muscular da região. Mas também pode ser fácil não amar: inserindo grandes quantidades da substância, o temido aspecto engessado e sem expressão é inevitável. Infelizmente ou felizmente, esse bloqueio é temporário. E veja que o Botox também pode se apresentar com outros nomes no mercado, variando de acordo com a empresa que o fabrica: Dysport, Xeomin, Botulifit são alguns.

“Se chorei ou se sorri...”

Ao contrário do que muita gente pensa, as rugas e linhas de expressão não são flacidez causada apenas pelo envelhecimento relacionado à idade. O envelhecimento da pele em si pode acontecer por meio da exposição excessiva ao sol, pelo uso de cigarros e má alimentação. Mas, de fato, a contração dos músculos da face quando sorrimos, choramos e conversamos ainda é a grande responsável pelo seu surgimento. 

Se o importante é viver emoções, a toxina botulínica promete suavizar rugas próximas aos olhos (pés de galinha), as rugas da testa, aquela linha entre as sobrancelhas conhecida como “glabela” e as linhas próximas aos lábios (bigode chinês). Se você ainda não tem nenhuma dessas linhas de expressão, a toxina botulínica pode agir, ainda, de forma preventiva, já que a contração muscular é paralisada, evitando a movimentação muscular e, portanto, a formação de rugas.

Dá para corrigir a linha em volta do pescoço causada pelo esforço físico da região, comum entre os praticantes de crossfit. Na medicina, a toxina botulínica ainda pode ser usada para outros fins, como em casos de incontinência urinária, já que a substância paralisa a musculatura, ou em pacientes com espasmos musculares causados por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Seja para fins clínicos, terapêuticos ou estéticos, não há uma idade específica para apostar no tratamento. O mais comum é o intervalo entre 20 e 65 anos. Grávidas e lactantes precisam esperar passar esse momento para iniciar o uso. E os portadores de doenças neuromusculares, autoimunes e coagulopatias devem ficar longe do procedimento. 

Curiosidades sobre a aplicação

Não tenha medo da dor na aplicação da toxina botulínica. O pó, diluído em soro fisiológico, é aplicado por uma agulha, mas de forma rápida e praticamente indolor. O resultado pode ser visto a partir do segundo dia. Os efeitos duram entre três e seis meses. Mas vale o alerta para o intervalo mínimo entre as aplicações numa mesma região, aproximadamente quatro meses. Uma vez desobedecido, a tendência é que o corpo crie resistência à toxina, perdendo seu efeito estético. Hematomas são esperados, já que a pequena agulha pode perfurar vasinhos sanguíneos. Alguns cremes anestésicos à base de lidocaína podem reduzem significativamente a dor.

Botox no consultório odontológico

Atualmente, o cirurgião-dentista está habilitado a aplicar a toxina botulínica em seus pacientes. Antes, o procedimento no consultório só poderia ser feito para fins terapêuticos. Recentemente o Conselho Federal de Odontologia permitiu a aplicação para fins estéticos.

O custo da aplicação ainda é elevado, já que apenas uma empresa brasileira produz a substância. Todas as outras alternativas são importadas. “E o efeito mais engessado ou mais suave varia muito de acordo com cada marca”, explica a cirurgiã-dentista Karyne Magalhães. A variação também acontece de acordo com a quantidade de produto aplicado e o preço que o profissional irá cobrar pelo trabalho.

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