Comportamento

46,4% dos jovens já sofreram assédio sexual na escola

Shutterstock


Uma recente pesquisa realizada pela Microcamp, escola de inglês e informática, revela um dado alarmante: o assédio nas escolas e a normalidade com que as vítimas veem o problema. Segundo o estudo, 46,4% dos alunos entrevistados já sofreram assédio sexual nas escolas de ensino regular e 58,9 % dos assediados afirmaram que "não ligaram e agiram naturalmente".

De acordo com o levantamento, o assédio é comum entre os jovens nas escolas. No entanto, "não pode ser encarado como normal”, conforme o psicólogo Helder Hidalgo. “Os estudantes precisam saber de seus direitos e ser informados que o assédio pode trazer danos psicológicos. É uma ofensa punível e não algo que deve ser tratado com naturalidade”, defende o especialista.

A pesquisa foi realizada entre os 04 a 07 de abril. Foram entrevistados 2.560 jovens (66,1% mulheres e 33,8% homens), com idades entre 12 e 31 anos, sendo que a maioria (73,2%) está na faixa etária dos 12 aos 21 anos e frequenta o ensino médio (60,7%), enquanto 19,6% são estudantes do ensino superior, 12,5% ensino fundamental II e 7,1% de Colégio Técnico.

O levantamento mostrou que a maioria dos entrevistados (83,9%) sabe o que é assédio sexual. Mas 21,5% afirmam que já ouviram falar, no entanto não sabem o quão complexo é o assunto. Já 7,1% disseram não saber o que é. Para 44,6% dos jovens, assédio sexual é quando alguém tenta agarrar uma pessoa à força por várias vezes. 3,6% disseram que é quando alguém olha para outra pessoa com desejo e outros 3.6% interpretam como sendo quando alguém manda mensagens insinuantes. Contudo, para a maioria (48,2%) todas essas situações podem configurar um assédio, somadas a outras.

O estudo revelou ainda que a maioria (85,6 %) foi assediada por pessoa desconhecida, enquanto 7,2% por amigos e 7% por alguém da própria família. A pesquisa também quis saber qual foi a reação dos entrevistados assediados: 58,9% afirmaram que não ligaram e agiram naturalmente; 32,1% não gostaram e contaram para alguém da família; 5,4% ficaram contentes e flertaram com a pessoa que os assediou e 3,4% ficou com medo e pediu para não ir mais à escola.

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.