Comportamento

Conheça a síndrome do Esgotamento Profissional

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Você já ouviu falar da chamada síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional? Trata-se de um tipo de estresse avançado, provocado por condições de trabalho desgastantes. Alguns dos sintomas são: esgotamento físico, emocional, desinteresse no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, dificuldade de concentração, pessimismo. 

Burnout, do inglês, seria algo como “queimar por completo”. É quando o funcionário chega ao seu limite, criando uma aversão pelo ambiente ao seu redor e às suas atividades diárias. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão será a segunda principal causa mundial de afastamento de profissionais no mundo até 2020. No Brasil, estima-se que 5,8% da população tenha a doença. A Previdência Social registrou, em 2016, o afastamento de 75,3 mil trabalhadores por causa de quadros depressivos —37,8% do total de licenças por distúrbios psíquicos. O país é o quinto no planeta em número de casos.

Segundo a psiquiatra Licia Milena de Oliveira, trabalhadores de qualquer área podem ser acometidos com a patologia. No entanto, algumas áreas estão mais suscetíveis. “Profissionais da saúde, assistência social, agentes penitenciários, policiais estão mais propensos, pelas condições de trabalho. Mulheres com dupla jornada e cuidadores também são de alto risco para desenvolver a síndrome”, diz. 

A síndrome de Burnout pode ser confundida com ansiedade ou mesmo por uma depressão, onde os sintomas são parecidos, porém, relacionados ao contexto geral da sua vida, não somente a vida profissional. O sintoma típico da síndrome é a sensação de esgotamento físico e emocional, que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima. 

Alguns sintomas físicos também podem aparecer, como dores de cabeça, cansaço, sudorese, palpitação, dores musculares, insônia e distúrbios gastrintestinais. Quanto às características externas, é possível destacar a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

Licia conta que existem três níveis da síndrome, que pode se caracterizar por um quadro leve, moderado ou grave. “Sintomas leves geralmente não são incapacitantes e surgem no ambiente de trabalho, enquanto que nos casos graves há alto índice de absenteísmo e sintomas que extrapolam o ambiente corporativo”, completa.

O tratamento da síndrome é realizado com psicoterapia, antidepressivos e mudanças no estilo de vida. Algumas dicas são importantes para afastar a síndrome, como adotar um estilo de vida saudável, com exercícios físicos, alimentação adequada, meditação, momentos de lazer e relaxamento.

Licia conta que existem três níveis da síndrome, que pode se caracterizar por um quadro leve, moderado ou grave. “Sintomas leves geralmente não são incapacitantes e surgem no ambiente de trabalho, enquanto que nos casos graves há alto índice de absenteísmo e sintomas que extrapolam o ambiente corporativo”, completa.

O tratamento da síndrome é realizado com psicoterapia, antidepressivos e mudanças no estilo de vida. Algumas dicas são importantes para afastar a síndrome, como adotar um estilo de vida saudável, com exercícios físicos, alimentação adequada, medi

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