Comportamento

Dores na coluna

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Sentir dor não é agradável. Na região da coluna vertebral, menos ainda. A dor lombar ou lombalgia é um dos maiores motivos de visita ao médico. Para você ter uma ideia, ela só perde para o resfriado. Depois dos 60 anos, as consultas ficam mais frequentes e 80% da população mundial apresentará os sintomas da lombalgia durante sua vida.

Segundo o médico ortopedista Adriano Passaglia Esperidião, as maiores causas da dor na coluna vertebral são desconhecidas, mas podem ser de origem mecânica, postural, excesso de peso, sedentarismo, envelhecimento ou inespecífica. A boa notícia é que na maioria das vezes ela se cura sozinha. E quando isso não acontece? Vamos conhecer um pouco mais sobre essas dores.

Não são apenas os idosos que podem sofrer com o problema. As dores na coluna podem atingir até as crianças, por isso nunca é cedo demais para investir na correção da postura. O ortopedista Adriano Esperidião conta que a lombalgia tem como causas mais frequentes contraturas ou distensões musculares. “Às vezes, um simples movimento de levantar um peso de forma errada ou um movimento súbito de flexão e torção do tronco podem provocar esse tipo de dor.” 

O médico alerta também para outros problemas comuns na região, como hérnia de disco, artrose, fraturas, deformidades e tumores na coluna. Por isso, é importante investigar. De acordo com o ortopedista, que é especialista em cirurgia da coluna, quando os sintomas estiverem atrapalhando o funcionamento do organismo, está na hora de marcar uma consulta. 

Diagnóstico 

Além dos exames clínicos, físicos e de recursos como radiografias, tomografias e ressonância magnética, o tipo da dor pode ajudar o profissional a identificar o problema. “Por exemplo, ao avaliar uma pessoa com dor em coluna lombar com irradiação para um dos membros inferiores há alguns dias ou semanas, que piora ao ficar em pé e andar, podemos estar diante de um caso de hérnia de disco”, explica o médico, que tem mais de dez anos de experiência na área e é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Coluna.  

Causas raras, porém mais graves. de dores lombares 

Dores na coluna estão raramente relacionadas a condições graves. Mas, quando elas ocorrem, requerem atenção médica imediata. Condições graves incluem:

Infecções não são uma causa comum de dor nas costas. No entanto, podem causar dor quando elas envolvem as vértebras, uma condição chamada osteomielite, ou os discos intervertebrais, conhecida como discite.

Tumores são uma causa relativamente rara de dor nas costas. O mais comum é surgirem nas costas como resultado de metástases (câncer que se espalhou de outra parte do corpo).

Síndrome da cauda equina é uma complicação rara, mas grave de uma hérnia de disco. Ocorre quando o material do disco é empurrado para dentro do canal vertebral e comprime o feixe de raízes nervosas lombares e sacrais, causando perda de controle da bexiga e do intestino. Se essa síndrome não for tratada, pode resultar em dano neurológico permanente.

Aneurismas da aorta abdominal ocorrem quando a artéria que fornece sangue para o abdômen e pernas torna-se anormalmente aumentada. Dor nas costas pode ser um sinal de que o aneurisma está se tornando maior e que o risco de ruptura deve ser avaliado.

Pedras nos rins (cálculos renais ou nefrolitíase) podem causar dor aguda nas costas, geralmente em um lado apenas.

Novidades em cirurgia 

Depois do diagnóstico, vem o tratamento. Na maioria das situações, o tratamento é clinico. Em outras, pode ser preciso fazer uma cirurgia, mas a medicina também tem conquistado avanços nesse campo. “As principais novidades são as cirurgias minimamente invasivas da coluna. Podemos realizar pequenos procedimentos de rápida resolução e melhora dos sintomas com pouca agressão ao organismo, como infiltrações na coluna, vertebroplastia ou cifoplastia (injeção de cimento na vértebra fraturada), cirurgia via endoscópica e rizotomia (tratamento da dor lombar)”, enumera o médico.

Fique atento 

Alguns sinais de alerta mostram que está na hora de procurar o especialista:

• Persistência da dor por mais de uma semana
• Dor com piora progressiva
• Formigamento nos braços ou nas pernas 
• Perda do equilíbrio e dificuldade para andar
• Perda do controle da urina ou das fezes

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