Comportamento

Enxaqueca: dor que não passa

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Pesquisa mostra que mulheres sofrem mais com enxaqueca do que os homens

Um estudo da Sociedade Americana de Dor de Cabeça aponta que as mulheres sofrem três vezes mais com crises de enxaqueca do que os homens. A dor de cabeça só em um lado é o principal sintoma, mas pode vir acompanhada de outros sinais e comprometer a qualidade de vida se não for tratada. 

ENXAQUECA x CEFALEIA 
Segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor, existem mais de 150 tipos de dor de cabeça, a cefaleia. Ela pode ser provocada por estresse, pressão alta, problemas de visão, entre inúmeros outros fatores. O que difere a enxaqueca dessas condições, segundo o neurologista Délson José da Silva, são os sintomas associados e o quadro crônico. “A causa é relacionada a processos inflamatórios ou substâncias que são liberadas no cérebro, provocando a dor”, afirma o médico. Há um componente hereditário, além de fatores que desencadeiam a enxaqueca, como chocolate, estresse, bebida alcoólica – especialmente o vinho tinto, queijos e derivados. 

COMBATE ÀS CRISES
Ninguém deve conviver com a enxaqueca. Embora não exista cura, ela pode ser tratada durante a crise com medicamentos próprios (diferentes dos analgésicos comuns) e também com um trabalho de prevenção. “Se você mais de duas ou três crises intensas por mês, deve partir para um tratamento preventivo, que possa melhorar a sua qualidade de vida”, explica o médico do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. A forma como o tratamento acontece depende da intensidade e da frequência das crises, mas pode envolver uso contínuo de remédios, exercícios físicos e métodos de relaxamento. Em alguns casos, o uso de Botox também pode ser indicado.

RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO
Com uma dor que pode durar de algumas horas até dias, quem sofre com enxaqueca costuma recorrer aos medicamentos vendidos sem receita na farmácia. Erro grave! “A dor de cabeça é um sintoma, que pode estar relacionado a algo mais grave. Uma pessoa que se automedica regularmente se priva de receber o diagnóstico correto”, alerta a farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás, Lorena Baia. Délson José da Silva complementa: “Não faça uso crônico de analgésico comum. Se a dor não melhora e se repete, devemos partir para o tratamento”. Segundo o profissional, o uso abusivo do analgésico pode provocar uma cefaleia crônica diária, piorando o caso inicial. Por isso, procurar o neurologista é indispensável. 

SINAIS DA ENXAQUECA
- Dor de cabeça severa e unilateral 
- Náusea e vômito
- Dor que “pulsa” na cabeça
- Intolerância à claridade
- Intolerância ao barulho
- Diarreia e sudorese 

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