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Qual a durabilidade das restaurações dentais?

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Restaurar um dente é uma maneira de repor o que foi perdido. Isso pode acontecer devido a cárie, fraturas, entre outros motivos. A restauração pode ser ainda uma forma de harmonizar os dentes, acrescentando material artificial suficiente para transformar o sorriso. As restaurações podem ser em resina, cerâmica e qualquer outro material que sirva ao objetivo do cirurgião-dentista e do paciente. Claro que cada caso clínico pede um certo material. E, normalmente, há um consenso para definir esses materiais quando se planeja o tratamento odontológico. 

Mas qual a durabilidade de todos esses materiais, já que não são poucas as pessoas que têm alguma restauração nos dentes?  Os materiais odontológicos têm funções distintas, mas acredito que eles duram tempo suficiente para aguentar o estilo de vida que a gente tem, porque hábitos e costumes podem sim influenciar na permanência desses materiais na boca. 

Assim, pode ser que a sua restauração dure cinco, dez, quinze ou mais de vintes anos. Entretanto, quanto mais tempo ela está na boca, mas "sofrida" ela vai ficando. Afinal, elas fazem diversas mastigações ao longo de cada ano, suportam desequilíbrios do pH bucal diversas vezes ao dia, aguentam hábitos parafuncionais, como apertamento e ranger dos dentes, entre outras coisas.  

É certo que em algum momento haverá a necessidade de substituição do material restaurador, mas é impossível tentarmos definir qual é o prazo de validade de uma restauração. O que podemos fazer, é tentar preservá-las da melhor maneira possível. Então, que tal dicas para isso? 

Como preservar as suas restaurações dentais por mais tempo: 

- Mantenha suas consultas odontológicas pelo tempo indicado pelo seu cirurgião-dentista. Há casos em que o paciente é orientado voltar ao consultório a cada três meses, mas há paciente que precisa de retorno anual, por exemplo.

- Siga as recomendações do profissional, utilizando os produtos que ele indicar para a sua higiene bucal.

- Não tenha preguiça de caprichar na higiene dos dentes. Com isso, você evita cáries, doenças da gengiva e bucais, mau hálito, além de manter suas restaurações polidas.

- Evite hábitos deletérios, como mastigar tampa de caneta, roer unha, chupar gelo e apertar os dentes uns contra os outros.

- Faça o autoexame bucal para ver se você não está mordendo as bochechas ou reduzindo o tamanho dos dentes ao ranger os dentes no período noturno.

- Evite tomar bebidas ácidas se você tem sensibilidade nos dentes e/ou está percebendo que o dente está ficando cada dia mais fininho.
- Beba no mínimo 2,7 litros de água ao dia para manter a saliva em boa quantidade, protegendo um pouco mais seus dentes e restaurações.

- Sentiu qualquer desconforto ao passar o fio, mas ele não passou após três dias? Marque uma consulta. 

E se você tem dúvida se deve ou não substituir uma restauração, procure o seu cirurgião-dentista.

*Karyne Magalhães é cirurgiã-dentista, habilitada em Laserterapia e qualificada no tratamento da Halitose, vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (Abha), membro da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-GO) e membro da Sociedade Brasileira de toxina botulínica e implantes faciais (SBTI). Acesse karynemagalhaes.com.br e botoxgoiania.com.br.

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