Educar faz parte!

Como conversar com meu filho de forma mais assertiva?

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As aulas já estão retornando e os papais e mamães já estão buscando ajuda. O primeiro pedido que recebi em 2019 foi de um casal aflito por acertar no diálogo com o filho de 10 anos. Eles percebem que a criança está mudando o comportamento e não desejam o distanciamento. Sabemos que a aproximação da adolescência vem com muitos conflitos internos, mas não sabendo como lidar com essa carga. Muitos adolescentes se isolam ou se unem aos amigos ou, ainda ficam agressivos.

E qual a melhor forma de mostrar aos filhos que estamos interessados em estar ao lado deles nessa fase? Diálogo. Diálogo construtivo. Vamos às dicas?

1ª dica - ensine seu filho a ter amor próprio. Para isso, não viva a vida por ele. Ensine que ele é capaz. Dê ferramentas para que resolva as situações diárias e o acompanhe. Acompanhar é diferente de fazer por ele. 

2ª dica – tenha regras claras. Fale claramente o que pode e o que não pode. Relembre as regras sempre que preciso. Nada de cada hora uma atitude. Se alguma regra deixou de ser importante ou precisa de ajuste, conversem sobre e eliminem ou ajustem. Crianças e adolescentes possuem mais facilidade quando conhecem e compreendem o que os pais querem. 

3ª dica – entenda que a idade do seu filho não permite, ainda, que ele tenha alcance a toda a sua vivência. Discursos longos e lições de moral infinitas só desgastará. Seja pontual e breve. Nada de conversas intermináveis com lições de vida. Parcele as orientações. Elas precisam fazer sentido para ele. 

4ª dica – tenha interesse pela vida dele. Interesse e não atos de mera inquirição. Seu filho precisa se sentir importante para você, que você deseja conhecê-lo e tem prazer em saber das conquistas, competências e habilidades. Mostre-se disposto a ajudar a superar as dificuldades.

5ª dica – interesse-se pelo grupo de amigos dele. Veja quem são, o que fazem juntos, pelo que se interessam. Isso revelará mais ainda quem é seu filho. Não faça críticas sobre os amigos, coloque-o para refletir sobre o que chamou a sua atenção. Deixe-o manifestar a opinião dele. 

6ª dica – considere os sentimentos do seu filho. Procure entender porque está se sentindo assim e dê dicas de superação. Menosprezar a dor ou o sentir só o afastará. Crianças e adolescentes precisam de ajuda na sua formação e não de reprovação e desconsideração. 

Bom trabalho agora. Invista na relação e todos da família colherão bons frutos. 

*Fabíola Sperandio T. do Couto é pedagoga, psicopedagoga e terapeuta de família e casais. Ela é membro do IBDFAM Goiás, mestranda em Educação e concluindo a especialização em Organização e Gestão de Centros educacionais. Atua em educação desde 1984 e em consultório desde 1999. É diretora pedagógica de instituição privada do Infantil l ao 9ºano, palestrante e consultora na área educacional e familiar. Publica periodicamente no blog "Educar Faz Parte" (Organização Jaime Câmara/Globo/Ludovica) e na Editora GD.
 
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