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Dia dos Namorados: o que a data pode ensinar aos pequenos?

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Amanhecemos hoje, dia 12 de junho, com uma chuva de posts, panfletos e declarações pelo Dia dos Namorados. Uma data comercial que oferece a oportunidade de refletirmos sobre o que significa. Mas antes gostaria de deixar clara a minha preocupação com os pequenos: criança não namora. No entanto, hoje só se fala em namoro. E o que podemos ensinar? 
 
Primeiro, precisamos ensinar aos nossos filhos o significado do verdadeiro amor. Que antes de uma data comercial que nos faz parar para refletir e nos estimula ao comércio, temos que entender o momento e as diferenças das variadas formas de amar. As crianças de hoje estão vivenciando a banalidade da frase “eu te amo”. Vivem em uma atualidade na qual as relações são rápidas e, muitas vezes, desrespeitosas. Dessa forma, muitos questionamentos surgem na cabecinha delas: “Quem ama grita? ”; “por que ele diz que ama e sai com outra? ”; “ela disse que amava, mas o deixou? ”; “o que é amor? O que é namorar? ”.
 
Amor e namoro estão bem longe de desrespeito, agressividade, deselegância. Sim! Pode parecer engraçado, mas é deselegância mesmo. É deselegante não saber ouvir, alterar a voz, ignorar e não fazer jus à escolha. Escolha? Isso mesmo! Namorar é escolha. E uma escolha que deve ser madura. Precisa-se de maturidade e é exatamente por isso que criança não namora e adultos precisam dar bons exemplos do que é o amor e enamorar.
 
A data de hoje precisa servir para refletirmos sobre o amor. Que amor tenho oferecido como exemplo? Meus filhos conseguem entender o que é namoro por meio da minha relação com o (a) meu (minha) companheiro (a)? Consigo conviver com o (a) meu (minha) escolhido (a) de uma forma que exale amor? Ouvimos de nossas crianças a reprodução do que veem nos lares. Muitas vezes, a confusão instalada nas relações familiares gera conceitos que são reproduzidos. Preocupo-me muito com isso. Preocupo-me com o excesso de conclusões baseadas em relações doentias. 
 
Que esta data possa estender um pensar sobre o modelo de amor que estamos divulgando. O que o Dia dos Namorados representa para você? Já havia pensado dessa forma?  Interaja comigo através do meu Instagram @fabiola_sperandio.
 
*Fabíola Sperandio T. do Couto é pedagoga, psicopedagoga e terapeuta de família e casais. Ela é membro do IBDFAM Goiás, mestranda em Educação e concluindo a especialização em Organização e Gestão de Centros educacionais. Atua em educação desde 1984 e em consultório desde 1999. É diretora pedagógica de instituição privada do Infantil l ao 9ºano, palestrante e consultora na área educacional e familiar. Publica periodicamente no blog "Educar Faz Parte" (Organização Jaime Câmara/Globo/Ludovica) e na Editora GD.
 
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