Educar faz parte!

Meus filhos falam palavrão quando estão na internet

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Nós nos assustamos com a linguagem utilizada por nossos filhos nas conversas virtuais. Parecem que não são os mesmos. Por que utilizam um linguajar tão chulo e vulgar? Sabemos que nossos jovens possuem necessidade de estar em grupo, mas não devemos aceitar que eles adquiram hábitos ou esqueçam valores para se fazerem aceitos. E como agir quando percebermos que estão fazendo “qualquer negócio” só para fazer parte de um grupo?

A primeira coisa a fazer é refletir com eles sobre as atitudes. Provocar uma pausa para pensar. E, a partir do pensar, um crescimento. Os filhos precisam respeitar os pais. O respeito inclui ter um comportamento adequado para família, independentemente se estão na presença dos pais, independentemente do local: presencial ou virtual. Apesar de o linguajar ser muito preocupante, a atenção precisa estar voltada para a falta de coragem em ser o que ele acredita e aprendeu diante dos colegas. A imitação de um modismo sem questionar, o reproduzir comportamentos por querer pertencer, mesmo que isso atropele a educação recebida.

Hoje enfrentamos a postura da linguagem. E amanhã? Se desejamos que nossos filhos sejam coerentes com os valores e princípios familiares, devemos acompanhar o que fazem e corrigi-los. Não dá para encarar como uma fase natural sem pontuar. Tudo que é fase e não é trabalhado, instala-se e permanece. Estamos vivendo um momento no qual as pessoas perderam a noção do que é respeito. Relacionam-se sem empatia e com o foco nos próprios desejos. E como enfrentar isso?

Com diálogo. Diálogo aberto e franco sobre tudo o que acontece também é necessário empatia. Fazê-los colocar-se no lugar do outro permite sensibilizá-los e reelaborar conceitos. Sei que não tem sido fácil para os pais enfrentar tanta novidade do mundo moderno. Entristeço-me quando muitos falam que estamos em outra época e não devemos educar como antigamente. Sim! Estamos em outra época, porém a forma de educar evoluiu e não a ausência da educação. Percebo atos de omissão na desculpa de que tudo mudou. Tudo mudou e vamos cruzar os braços? Tudo mudou e vamos ver no que vai dar? O que mudou? 

Acredito que devemos retomar velhas formas de nos relacionarmos com os filhos antes que os percamos para o tal mundo mudado. 

*Fabíola Sperandio T. do Couto é pedagoga, psicopedagoga e terapeuta de família e casais. Ela é membro do IBDFAM Goiás, mestranda em Educação e concluindo a especialização em Organização e Gestão de Centros educacionais. Atua em educação desde 1984 e em consultório desde 1999. É diretora pedagógica de instituição privada do Infantil l ao 9ºano, palestrante e consultora na área educacional e familiar. Publica periodicamente no blog "Educar Faz Parte" (Organização Jaime Câmara/Globo/Ludovica) e na Editora GD.

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