Educar faz parte!

Pais, não fiquem reféns das notícias das redes sociais!

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Acredito que a ausência dos pais na vida dos filhos ou o excesso de proteção, os extremos, têm provocado alguns estragos na educação dos nossos jovens. Fico impressionada como qualquer noticiário causa uma avalanche entre os pais, um burburinho paralisante que não gera a busca da verdade, porém um ato irresponsável de propagação e alarme coletivo. Meu alerta é exatamente por ver o reflexo disso nas nossas crianças. 

Elas ficam curiosas, vão atrás de mais informações e, depois, ficam amedrontadas. Onde está o filtro dos pais? Não existe mais? Por que saem propagando tudo como verdade absoluta? Outro questionamento é: por que os pais de hoje não falam por si só? Precisam formar grupos e adesões? Tudo agora é feito em grupo. Mas a criança não é individual? Cada um reage de uma forma. Por que precisam da aprovação de todos com quem convivem para só depois agir? Precisamos pensar sobre isso. 

E para piorar, pais leem o que uma determinada mãe relata sobre o seu filho, apropriam-se daquilo como se o próprio filho também passasse por isso, abordam a criança sobre o assunto, muitas vezes despertando-o para algo que não fazia parte de seu mundinho atual. Por quê? Para que isso? Pais, vocês cobram tanto um trabalho individual com os filhos de vocês na escola, no esporte, na igreja, na família... No entanto, vocês mesmos não estão individualizando-os.

Se a filha da melhor amiga trouxe um assunto, vocês não compreendem que essa demanda é dela, e já partem “para a luta” para “defender” o filho de algo pelo qual vocês nem sabem se ele está passando. Um movimento “de todo mundo”, que assusta os educadores, religiosos e profissionais do esporte. Enquanto as famílias não entenderem que as ameaças em relação à educação emocional dos filhos estão muito mais no como agem, que externamente, pouco poderá ser feito por aqueles que estudam para ajudar as crianças.

Um grande exemplo é o retorno da boneca Momo. Já foi mostrado que foi algo plantado para gerar pânico. Outro exemplo são os aplicativos que reúnem as mães da turma da sala do filho. Toda situação narrada lá é comprada como verdade absoluta, se tornando um murmurinho nada construtivo. Vamos acordar? Vamos filtrar? Vamos individualizar? Vamos salvar nossas famílias desse mal que muitos insistem em não enxergar! Dê um basta e tenha uma família mais saudável mental e emocionalmente. 

*Fabíola Sperandio Teixeira do Couto trabalha desde 1984 em instituições de ensino e desde 1999 em consultório. Pedagoga, psicopedagoga, especialista em Organização e Gestão de Centros Educacionais, especialista em Ensino Superior,  terapeuta de Família e Casais e mestre em Educação. Publica periodicamente no Blog Educar Faz Parte LUDOVICA - Organização Jaime Câmara e na Editora Geração Digital. Membro atuante no IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família e associada na ATFAGO - Associação de Terapia Familiar de Goiás.
 
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