Educar faz parte!

Você ensina o seu filho a ser alegre ou a ser triste?

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O título desse texto te parece estranho? Você acredita que ser uma pessoa alegre ou triste é algo que não se ensina? Ensinamos sim padrões de comportamentos que podem influenciar sim na forma como o filho lida com a vida e, consequentemente, pode-se gerar mais ou menos momentos felizes. Filhos de pais gratos geram crianças gratas. Gratidão gera um estado de harmonia e alegria. É o reconhecimento de algo bom que aconteceu ou está acontecendo. 
 
Filhos de pais reclamões geram crianças queixosas, insatisfeitas e até mais choronas. A reclamação proporciona um estado de insatisfação duradouro. Filhos de pais religiosos (independente da religião), demonstram mais perspectivas de assertividade, porque, munidos pela fé, sentem-se fortalecidos e confiantes. Filhos de pais determinados geram crianças mais decididas. Eles se espelham na garra. Filhos de pais inseguros repetem a insegurança em tudo o que tentam fazer. Pouco ousam. Pouco realizam. E assim vai. 
 
Como você se percebe? Como você percebe o seu filho? Estamos vivendo um momento em que o olhar tem sido mais para as coisas negativas que positivas. Vamos nos alertar e sair desse círculo vicioso. Dê uma chance para o seu filho ser mais otimista, mais proativo, com muito mais momentos felizes que tristes. Queixume paralisa. Se você deseja um filho preparado para o mundo, com diferencial, e alcançando o que, para ele, é sucesso, mude o padrão de relação com tudo e com todos agora.
 
Por muitas vezes encontro crianças sem perseverança, sem credibilidade no futuro. Isso é assustador. E ao deparar com a família vejo esse padrão de pensamentos. Artur, uma criança de 7 anos, uma vez perguntou ao seu pai por que estava com a testa enrugada, aquela ruga de preocupação. O pai deu um sorriso sem graça, apenas. Artur, não satisfeito, aconselhou o seu pai a ser como ele. Disse rapidamente: “Pai, seja como eu. Eu nasci para ser feliz”. 
 
Ali, teríamos duas possibilidades. O pai tirar as perspectivas do filho com um discurso carregado de negatividade (a realidade dele como pai) ou mostrar ao filho que é possível aprender com ele e mudar o padrão de pensamento e atitudes.  Ao longo dos anos, foi perceptível que a fala do filho proporcionou reflexões. Hoje, Artur tem 24 anos e continua com a mesma alegria. Não que ele não enfrente problemas, mas a forma de ver a vida proporcionou o sucesso pessoal e profissional.
 
O pai, com seus 53 anos, enfrentou vários momentos em que não conseguiu aplicar a “técnica” do filho, no entanto, sabiamente lutou para não o contaminar com a sua forma de não ser tão alegre na maioria dos momentos. O mundo está cheio de coisas que nos contrariam. O livre arbítrio nos permite lidar com as situações sem que elas nos influenciem negativamente. Felicidade são momentos. Conjunto de momentos ao longo da jornada.
 
Como você tem ensinado isso ao seu filho? Querer que ele seja feliz, como tanto escuto diariamente dos pais, passa por um esforço da família em ensiná-lo a ser. Gostaria muito que as famílias pensassem nisso. O que você tem feito pela saúde emocional do seu filho? Tem o envolvido nas demandas adultas e queixosas, até proporcionando que ele assista as cenas de muita reclamação e agressão quando não está satisfeito com algo ou trabalhado? Tem respeitado a faixa etária, dentro de uma perspectiva de enfrentamento da realidade com altivez e confiança? Gerar segurança aos filhos proporciona alegria.  
 
*Fabíola Sperandio Teixeira do Couto trabalha desde 1984 em instituições de ensino e desde 1999 em consultório. Pedagoga, psicopedagoga, especialista em Organização e Gestão de Centros Educacionais, especialista em Ensino Superior,  terapeuta de Família e Casais e mestre em Educação. Publica periodicamente no Blog Educar Faz Parte LUDOVICA - Organização Jaime Câmara e na Editora Geração Digital. Membro atuante no IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família e associada na ATFAGO - Associação de Terapia Familiar de Goiás.
 
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