Educar faz parte!

Você tem ensinado seus filhos a se conectarem com Deus?

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Como pais, somos responsáveis por ensinar tudo a nossos filhos. Somos o exemplo e o caminho para inseri-los nesse mundo além da nossa casa. Escola, atividades extras, línguas estrangeiras e esportes são importantes, mas relacionar-se com o outro e com Deus é ainda mais relevante. Hoje quero oportunizar pensamentos sobre como você tem se dedicado a ensinar o seu filho a se conectar com Deus. Já parou para pensar sobre?
 
Se os filhos aprendem com exemplo, muito mais que com discursos e ladainhas, qual exemplo você tem dado sobre a importância da religiosidade? Independentemente da escolha religiosa, é preciso ensinar a nossos filhos o valor de contato com Deus em todos os momentos, não só naqueles períodos de desesperos. É necessário ensinar o que é fé, gratidão e respeito.
 
Momentos dedicados a uma celebração religiosa vão dando aos filhos o verdadeiro conhecimento da crença em nossa vida. Ensinar a leitura de conteúdos religiosos também é muito agregador e restaurador. Existem muitas opções de literatura infantil de qualidade que propiciam esse saber. Além de gerar um sentimento de pertencimento à família, nessas ocasiões reflexivas e introspectivas, a união da família no período dedicado a esse tipo de estudo permite que os familiares se conectem entre si e com Deus. 
 
E para os ateus? Como podem obter os mesmos benefícios de estarem juntos em cerimônias ou encontros? Aqui sugiro que promovam momentos de leituras de atualidades, de discussões de casos e manifestações de como a família encara e aprende com a situação.  Precisamos promover momentos de parada na rotina, para crescimento espiritual e humano. Temos que nos preocupar com isso sim. Não podemos deixar a rotina consumir nossos dias e não incluir paradas para o alimento pessoal. 
 
O reforço dos princípios e valores é necessário para o amadurecimento emocional de nossos filhos. Como lidar com tudo o que virá se não possuírem controle emocional? Como seguirão em frente após uma grande frustração? Em que nossos filhos se pautarão para não desistirem, entregarem-se e fracassarem? 
 
Muito tem sido dito e pouco tem sido feito. Está na hora de pensarmos mais em como podemos gerir nosso tempo em prol do amadurecimento de todos. 
 
*Fabíola Sperandio T. do Couto é pedagoga, psicopedagoga e terapeuta de família e casais. Ela é membro do IBDFAM Goiás, mestranda em Educação e concluindo a especialização em Organização e Gestão de Centros educacionais. Atua em educação desde 1984 e em consultório desde 1999. É diretora pedagógica de instituição privada do Infantil l ao 9ºano, palestrante e consultora na área educacional e familiar. Publica periodicamente no blog "Educar Faz Parte" (Organização Jaime Câmara/Globo/Ludovica) e na Editora GD.
 
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