Mãe é Mãe

Convite às mamães

Shutterstock

Refletindo e lembrando desta trajetória tão intensa, que é ser mãe, tenho um convite especial para iniciar maio: mês dedicado a elas. Não importa se você está gestante, se tem bebezinho ou um filho já adulto, o meu convite é para que você pare um pouquinho e reconheça a mulher tão forte e também tão sensível que você é. Os filhos transformam a gente. Essa árdua tarefa começa com uma adaptação ao novo corpo, aos sintomas, a nova rotina, seguida por emoções que oscilam o tempo todo, fazendo com que sintamos a maior felicidade do mundo e, poucos minutos depois, estejamos em lágrimas, devido a grande ansiedade e insegurança de por um filho no mundo.

Sabe aquela sensação quando o bebê mexe dentro da barriga que nunca mais será esquecida? E as noites em claro, observando seu sono, garantindo que estejam respirando ou fazendo de tudo para cessar aquele choro? Esses momentos ficam gravados na memória. Com a gestação, passamos a ter interesse por crianças que estão do outro lado do mundo e mudamos hábitos que julgamos não serem saudáveis para dar bons exemplos. Choramos ao ver uma notícia ruim na TV. Choramos ao saber que outra mãe perdeu seu filho... De repente tornamo-nos mais altruístas. 

O amor que nos impulsiona é maior que qualquer interesse próprio. Nossos filhos acabam despertando em nós um ser humano melhor. Quando ouvimos o som de sua risada, nosso riso ocupa o espaço das preocupações e medos. Tudo está bem se o filho está bem. Uma mãe se recupera de qualquer situação difícil naquele olhar cheio de agradecimento e amor de um filho. 

Não importa qual seja sua crença ou cultura. Se você é mãe, onde quer que esteja, está sempre abrindo mão de si para que o filho esteja bem. Você não toma nenhuma decisão sem antes analisar e garantir que essa será positiva para o seu filho também. Tem sonhos e desejos guardados. Muitos talvez nem serão realizados. Talvez não dê tempo, já que se dedica tanto ao outro. Às vezes chora baixinho, olhando esse filho dormir. Faz sua oração e pede a Deus que cuide sempre do seu pequenino, pois sabe que não poderá estar sempre ali, protegendo, orientando. 

Você pensa em sua vida antes dos filhos. Pensa em sua vida se não tivesse filhos. Tem saudade de coisas como dormir até tarde aos domingos, poder ler um livro do começo ao fim em menos de um ano, tomar um banho de pelo menos cinco minutos, sentar para jantar e conseguir comer enquanto a comida ainda está quente. Sentar, dormir, ler, comer… Coisas simples, não é? Simples, mas que a gente abre mão, pois ser mãe é abdicar nas coisas mais simples, de fazer tudo em seu tempo, a sua maneira. 

Por isso, o convite. Para que você e eu possamos parar para pensar em como é simples, mas também muito difícil, a missão de maternar. Que ser mãe é viver essa experiência paradoxal que nos preenche e causa um vazio ao mesmo tempo. Nunca estamos satisfeitas. Sempre achamos que podemos mais. Mas tenho certeza que se você parar para refletir, de verdade, terá certeza também de que já faz tudo que pôde, que já faz o seu melhor há muito tempo, desde que seu filho fez você encher os olhos de alegria e o coração de amor, naquele momento em que soube que estava grávida. 

Desejo um lindo mês de maio a todas as mamães! Parabéns!

*Karla Cerávolo, esposa do Dan, mãe do Davi e do Bento. Psicóloga Perinatal e diretora da Organização De Umbiguinho a Umbigão.

Os comentários publicados aqui não representam a opinião da plataforma e são de total responsabilidade de seus autores.

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.
POR DATA