Mulheres em Círculo

Porque a descontinuidade pode nos levar à criatividade

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Hora de dar descontinuidade ao que nos impede de promover realizações idealizadas, sonhadas, desejadas. É... estamos chegando a mais um final de ano e parece ser uma boa hora para fazermos algumas reflexões. Eu olho para trás e me conecto com tantos projetos realizados e outros que não alavancaram, conforme o esperado, como precisava que fosse. Isso acontece com você também?

Nós, mulheres, ocupamos tantos lugares, tantos papéis: filhas, mães, esposas, trabalhadoras, militantes de tantas causas. Eu te pergunto como anda o nível de satisfação pessoal que você tem alcançado? Qual espaço e tempo tem dispensado para a realização de certos projetos que vem adiando? Já parou para pensar como anda o seu processo de criatividade? Ou será que você é mais uma mulher tarefeira, aquela que está sempre cheia de tarefas, ligada no piloto automático?

Tenho ouvido tantas mulheres reclamarem que não lhes sobra tempo para nada, nem mesmo para cuidar de si mesmas. Ou você pensa que isso é bobagem? Coisa de quem não tem o que fazer? O que dá sentido, quantos propósitos cabem em sua vida? Espero que mais de um: cuidar da alimentação, escrever crônicas, anotar ideias, aquela conversa com as amigas, ouvir aquela música que você gosta tanto, meditar, aquele projeto guardado na gaveta e que poderia mudar completamente o seu olhar sobre você mesma e sobre as outras mulheres.

Pois é, vamos deixando o tempo passar. Hoje não dá, tenho crianças pequenas, talvez quando crescerem, preciso trabalhar, trabalhar, a televisão e o celular que não são desligados... Pense um pouco: o que é essencial? Quando você se olha no espelho, o que você vê, como você se percebe? Uma mulher que tem prosperado, tem crescido como ser humano, se tornado uma pessoa melhor? Pense em que tipo de vida você sonhou que teria e o que realmente você tem.

Eu sugiro que você pare e ouça a voz da adolescente que você foi. Comece a olhar para a mulher que se calou diante de tantas tarefas a serem cumpridas. Ouça o que ela deseja. Dê voz a essa mulher, perceba como suas atitudes podem se transformar em realizações e, quem sabe, a vida fique até mais leve. Esse é um bom momento para você se reorganizar para uma vida plena, alegre e cheia de sentido. Reinvente-se!

* Maria Lúcia Oliveira é psicóloga clínica, facilitadora de circulo psicoterapêutico de mulheres, com especialização em terapia familiar e de casal. Também possui especialização em psicopatologia, formação em educação sistêmica e mestrado em ciências da religião.

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