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Comemorações de Natal pelo mundo

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O Natal, data na qual comemora-se o nascimento de Jesus Cristo, acontece no dia 25 de dezembro. Jesus é a figura mais importante do cristianismo, marcando o início de uma nova vida, um momento especial de confraternização entre os povos. Para os cristãos, trata-se de uma das principais datas comemorativas, ao lado da Páscoa (em que se celebra a ressurreição de Jesus).

O dia de Natal é feriado religioso em muitos locais do mundo. O chamado ciclo do Natal é celebrado durante doze dias, que compreendem o dia 25 de dezembro até o dia 6 de janeiro. Esse período está relacionado com o tempo que os três reis magos, Baltazar, Gaspar e Melchior, levaram para chegar à Belém, cidade onde nasceu Jesus.

Esse feriado é comemorado de diferentes formas ao redor do mundo. Na manhã de Natal na Venezuela, as ruas do centro são fechadas para carros e muitas pessoas se reúnem por lá para celebrar, mas diferentemente dos outros países, as pessoas vão de patins. Na Áustria, as tradições natalinas são levadas a sério. Quem se comporta bem ganha presentes de São Nicolau no dia 6 de dezembro. No entanto, Krampus, uma criatura malvada, pune quem não se comportou muito bem. 

Na Noruega, há uma tradição muito antiga que diz que os espíritos do mal e as bruxas saem na véspera do Natal para roubar as vassouras e sair voando. Há quem pratique essa tradição até hoje. Na Ucrânia, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro, seguindo o calendário juliano. Diz a tradição que ninguém pode comer antes de aparecer a primeira estrela no céu. Então, é comum as pessoas mais esfomeadas ficarem fora de casa “caçando” a primeira estrela. Ah, as árvores de Natal são decoradas com teias e aranhas artificiais. Dizem que elas são sinal de boa sorte! 

Na Estônia, os estonianos aproveitam a noite de Natal para se aquecerem na sauna. Na Alemanha, na noite do dia 6 de dezembro as crianças deixam um sapato ou uma bota para fora de casa. No dia seguinte, para quem se comportou, eles amanhecem cheio de doces ou pequenos presentes. Para quem não se comportou, apenas uma espécie de árvore de madeira. Na Austrália, alguns australianos comemoram com um piquenique organizado no campo ou na praia. O cardápio é variado e inclui pratos tradicionais, como peru, presunto e pudim de ameixa, e alimentos de origem aborígene, como canguru defumado, molho de brandy e merengue com nozes locais. 

Para os espanhóis, nada é mais importante do que o presépio, montado tanto pelos adultos como pelas crianças. À meia-noite da virada do dia 24 para o dia 25 de dezembro, uma vela é acesa do lado do Menino Jesus. As crianças esperam até dia 6 de janeiro para receber os presentes, pois quem os entrega não é o Papai Noel, mas os três reis magos. O Natal americano é um dos mais iluminados do mundo. Há lâmpadas por todas as partes: em casas, prédios, lojas e ruas. Os presentes são abertos na manhã do dia 25 de dezembro. A reunião da família ocorre na hora do almoço, quando se serve o tradicional peru de Natal. 

Os franceses comemoram o Natal e o Ano-Novo repetindo a mesma festa, inclusive a troca de presentes. O doce típico é o buche, feito de marzipã coberto com chocolate e em forma de tronco de árvore. Na véspera do Natal, os portugueses costumam comer bacalhau. Depois, no almoço de 25 de dezembro, o prato mais tradicional é o cordeiro ao forno. Há também o Bolo Rei, dentro do qual o anfitrião esconde um pequeno presente.

No Brasil a comemoração começa à meia-noite do dia 24 de dezembro, com a Missa do Galo e a tradicional ceia de Natal, onde podemos encontrar pratos típicos como a rabanada, leitões, perus e até  bacalhau, herança da colonização portuguesa. Em todos os países que comemoram essa data, os corais de Natal são uma atração a mais. No Brasil, as apresentações natalinas se transformaram em tradições nas principais cidades do país.
Ouviremos os cantos de Natal apresentados em Viena, na Igreja de Charlotte com os intérpretes: Helmut Lotti, Sarah Brightman, Luciano Pavarotti, Ricardo Cocciante, Vanessa Williams, Patricia Kaas, Plácido Domingo, Sissel Kyrkjebo, Charles Aznavour, Diana Ross, José Carreras, Ying Huang, Michael Bolton, Tony Bennett.

*Gyovana Carneiro é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, doutora em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa – Portugal. Promove séries de Concertos em Goiânia.

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