Vinho, viagens e saúde

O Chile é logo ali (que sorte!)

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Quem acompanhou o texto passado sobre o passeio de bicicleta nos vinhedos da Europa e achou o roteiro muito longo (já que foram uns 40 quilômetros) ou muito longe, tivemos uma excelente experiência mais próxima: no Chile. Dessa vez conhecemos a região do Colchágua, a cerca de 180 quilômetros de Santiago. Para explorar melhor o local, vale a pena ficar na região de Santa Cruz e não fazer bate volta como alguns sugerem, pois há muito o que se conhecer nas redondezas. Para quem ainda não fez esse tipo de viagem, nas visitações às vinícolas hoje já está virando rotina encontrar bikes destinadas às rotas dos vinhedos.

Tivemos a oportunidade de estar na Viña Casa Silva, em São Fernando, mais próxima a Santiago (130 quilômetros). Vimos de perto o método de produção dos vinhos, bem como a antiga casa da Família Silva. Reformada, hoje ela é um hotel para quem deseja se hospedar em meio às vinhas. Conferimos também uma coleção de carros antigos, como um Ford 64, Porsches e muitos outros. 

Em seguida, pedalamos por 1,5 quilômetros até o restaurante. No caminho há paisagens de tirar o fôlego, inclusive com um campo de polo, onde havia um jogo em andamento. Que imagem inesquecível! Nunca tinha visto jogo de polo! No restaurante, ainda com vista para a partida, degustamos um almoço harmonizado com vinhos realmente muito bons.  

E não é que essa história de harmonização faz toda a diferença? Como escolher um vinho que dará certo com a entrada, salada, carne e a sobremesa? Não que seja impossível, mas uma experiência de colocar o vinho ideal para melhorar o prato é fantástica. E esse, aliás, é o propósito da harmonização: a comida melhora o vinho, assim como o vinho melhora a comida.

Já na vinícola Viu Manet a experiência para se exercitar de bike parecia um pouco mais difícil. Seriam cinco quilômetros na terra e não somente no plano, mas eis que descobrimos um botão de “on” e “off”: a bicicletas eram motorizadas. Aí foi muito tranquilo. O cheiro do vinhedo com alguns remanescentes cachos (já que fomos em maio e a colheita já havia acabado) foi muito mais fácil de ser apreciado. Uvas extremamente doces e que estavam ali somente para “adubo” quando cair ao solo. E ainda tivemos uma graça de companhia, um cão da família que sempre nos acompanhava. Uma viagem que ficará para a nossa memória!

*Adriana Meneses é médica gastrocirurgiã, nutróloga e grande admiradora de vinhos, tanto pelo prazer como pela saúde. Vira e mexe, está em algum lugar do mundo degustando novos rótulos.

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