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Coma igual a um homem das cavernas e leve uma vida mais saudável

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É engraçado pensar na expressão “comi igual a um homem das cavernas”. Afinal, a primeira coisa que vem à cabeça é a possibilidade de comer desenfreadamente. A chamada dieta paleolítica, inspirada nos hábitos dos homens das cavernas, de fato, não tem a contagem de calorias nas três refeições diárias. Todavia, restringe a alimentação à comida que não é processada e hábitos mais saudáveis.
   
Assim, são incluídos na dieta paleolítica, vegetais, frutas, carnes magras, frutos do mar. Tudo, preferencialmente, de origem orgânica. O paciente vai suprir a necessidade de fibras, fitoquímicos, antioxidantes, vitaminas, ômega 3, proteínas e carboidratos de baixo índice glicêmico. Por outro lado, são suprimidos laticínios (manteiga, margarina, nata, queijo), alimentos processados, álcool, açúcar refinado (refrigerantes, sucos artificiais) e leguminosas. Também ficam de fora da dieta paleolítica cereais e óleos de origem vegetal. 
 
Para cada refeição, são dois terços de vegetais e frutas secas mais um terço de carne, na medida da saciedade do paciente. São feitas apenas as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar), sem a necessidade de se alimentar a cada três horas. A dieta paleolítica foi sugerida pelo médico gastroenterologista Water L. Voegtlin, em 1975. Os pacientes dele comiam carne e completavam a dieta com frutas, nozes e vegetais. A observação de resultados indicou perda de peso, mais disposição, diminuição da acne, da pressão e do nível de açúcar.
 
Portanto, os hábitos alimentares dos homens das cavernas são ideais para quem gosta da liberdade de variar o cardápio por conta própria e da praticidade de não contar porções e calorias. Também é uma dieta que se encaixa para quem tem doenças autoimunes, como intolerância à lactose ou ao glúten.  

Qualidade do sono e critérios para aderir à dieta

Os adeptos da dieta paleolítica prezam pela qualidade do sono e do descanso para o controle do cortisol, que é o hormônio do estresse. Dessa maneira, o organismo tem mais aporte do hormônio GH, responsável pela síntese muscular e reduz a gordura corporal. No final das contas, ao olhar para os hábitos dos primórdios da humanidade, preza-se por um retorno ao que é mais natural para o funcionamento do corpo. Assim, se o paciente tem excesso de peso vai acabar emagrecendo. Se ele tem alguma patologia acaba adotando uma rotina mais equilibrada e saudável. 

Antes de querer ingressar na dieta paleolítica de uma vez, saiba que o ideal é consultar um nutricionista. Esse tipo de alimentação não é o mais indicado, por exemplo, para atletas que visam rendimento. Também é necessário fazer um período de adaptação, em que a dieta hipocalórica dá lugar a paleolítica. Ou seja, é preciso saber se essa alternativa é boa para você!

* Nany Sado é Nutricionista.  Especialista em Body Nutrition, Nutrição Esportiva e Fitoterapia aplicada à Nutrição, a profissional adota coaching no processo de reeducação alimentar de seus pacientes e coleciona bons resultados. Vive em Goiânia, ama correr, viajar e descobrir novidades do estilo de vida saudável.   

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