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Nutrição baseada em evidências científicas

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Nutrição baseada em evidências científicas. Escolhi tratar desse tema por várias razões. Atualmente, a informação é difundida em alta escala e nem sempre é fácil compreender o que faz sentido e em qual contexto. Por isso, os profissionais especializados são tão relevantes em levar a informação de forma a esclarecer as pessoas e não amedrontá-las, certo?  Dessa forma, para começar essa conversa, quero apresentar-me para que saiba o que esperar dos conteúdos assinados por mim e, assim, marcar o meu retorno a essa plataforma maravilhosa.
  
Como eu sempre digo: informação é a chama para a sua melhor versão. Sempre! Sendo assim, convido você a vir comigo e se surpreender com a visão de que os alimentos passarão a ser, de hoje em diante, seus melhores aliados. ‘Bora’!
 
Sou Roberta, 33 anos de idade, nutricionista há oito. Minha vida de trabalhadora (rs) começou aos 17, sendo contratada como auxiliar em laboratório de análise clínicas em uma clínica médica de Goiânia. Minhas atividades circulavam entre coleta de sangue, preparação de material biológico para dosagens, digitação de laudos e etc. O fato é que durante os quase cinco anos em que estive nesse emprego, tive a oportunidade de aprender sobre a interação dos marcadores bioquímicos, hormonais e interações. Dessa forma, foi também nesse período que surgiu em mim o interesse pela ciência nutricional, ao meu entender, a medicina preventiva.
  
Quando, enfim, prestei vestibular e organizei-me para iniciar meus estudos, troquei o laboratório por um cargo de vendedora de suplementos nutricionais. Outra escola daquelas. E foi assim, em um dia de trabalho, quando precisei entender o que era TCM, um suplemento modular de gorduras voltados para atletas endurance, que começaram os conflitos e as dúvidas sobre o conteúdo aprendido na minha graduação. 
 
A minha primeira dúvida foi a seguinte: “Mas como assim o nutriente que oferece energia de fácil assimilação não são os carboidratos? Será que não vou atrapalhar o rendimento dessas pessoas com o consumo de um módulo de gordura?” E então, a farmacêutica proprietária, que hoje é minha amiga, emprestou-me um livro chamado “O Lado Sadio das Gorduras”, de EWIN Jeannette. Nesse livro, encontrei informações sobre os diferentes tipos de gordura presente em nossa alimentação e como agem no organismo humano. E, ao contrário do entendimento comum sobre saúde e nutrição, os ácidos graxos, um tipo específico de gordura, é essencial na construção de uma boa saúde.
   
Estudos atuais em instituições reconhecidas, como a Escola de Saúde Pública de Harvard, divulgaram resultados de pesquisas com informações que se opunham frontalmente àquele conceito de que, se tratando de emagrecimento ou ganho de peso na nutrição, a situação estava resolvida pelo raciocínio extremamente simples: se você comer mais calorias do que gasta, você engorda. Se gastar mais do que come, emagrece. Mas não, as calorias não são todas iguais. 

Pois bem, isso faz pelo menos dez anos. Desde então muita coisa aconteceu, acreditem. Como profissional da nutrição, atuei em produção de refeição de alimentos, em indústria de alimentos, sendo a última de minha propriedade, produzindo vegetais limpos, cortados, embalados e prontos para serem utilizados ou, simplesmente, vegetais minimamente processados. Atuei também como responsável técnica em farmácia de manipulação, desenvolvendo fórmulas de suplementos nutricionais e consultório clínico. Nesse, fazendo o atendimento de pacientes com diagnósticos de patologias neurológicos e, claro, os praticantes de atividade física sempre estiveram comigo. 

Em comum, essas atividades tinham somente como eu desenvolvia processos de educação nutricional em todas elas. Brinco, inclusive, que sou de humanas e tropecei nas ciências biológicas como ofício, pois quem me conhece sabe o quanto gosto de oratória, das minhas aulas, treinamentos e participações em rádios goianas. Sendo assim, ao longo de todo esse período, fui conhecendo profissionais e autores que me ensinaram, novamente, como entender a ciência nutricional. A grande virada foi quando eu mesma tive um grave problema de saúde associado ao estresse da rotina de empresária. Além disso, grandes doses de “tô nem aqui” contribuíram para que eu mesma deixasse de me reconhecer. Engordei quase trinta quilos em dois anos e me vi com 105 quilos, incrivelmente exagerados para o meu 1,80m. 
 
Suponho que se você já passou por alguma variação de peso na vida, pode imaginar como eu estava com baixo astral nessa fase. Até então, engordar e chegar aos 80 quilos já era um assombro. Mas o fato é que: faça o que é preciso e o resultado será inevitável. Munida de um desejo por autossatisfação, voltei a frequentar a área de pesos da academia, ando sumidinha do bar (risos) e apliquei o que havia aprendido sobre uma alimentação baixa em carboidratos e alta em consumo de gorduras. Naturalmente eliminei, sem traumas, 25 quilos em menos de seis meses. Foi comum notar a expressão de surpresa das pessoas nesse período. Tanto as que me conheciam há tempos e me viram tão diferente, bem como a reação de espanto dos recém-conhecidos ao me reverem após o meu emagrecimento.

Assim, resgatei muito mais do que a aparência. O que tomei para mim foi uma renovação de deslumbramento na minha profissão e em como poderia ajudar as pessoas. Adquiri uma grande fé no meu potencial de realização e, como “a cereja do bolo”, mudei os rumos de minha carreira, passando a trabalhar exclusivamente com comunicação nutricional. 
 
O que quero passar ao dizer tanto sobre mim é que entendo o quanto estar bem consigo mesmo é libertador. Dessa forma, nessa coluna, escreverei sobre nutrição baseado em evidências científicas e em uma linguagem de fácil entendimento. Todas as referências serão deixadas para consulta.  

Sendo assim, tudo o que você ler por aqui, terá como propósito a fácil assimilação para a aplicação prática. Os temas chefes são: nutrição primal ou LCHF e aplicação nutricional para mulheres praticantes de musculação e outras atividades físicas. 
 
Aqui, estão conteúdos já publicados, que podem ser o início de uma revolução em seus hábitos e satisfação pessoal. Jogamos no time da empatia feminina, onde o bom é se cercar de pessoas de bem com a vida que vibram o potencial de estarem em sua melhor versão.
  
1, 2, 3 e já é! 

Nutricomunica, nutrição informativa.  

*Roberta Oliveira é nutricionista e palestrante. Com seu projeto @nutricomunica, atua desenvolvendo conteúdos de educação nutricional para treinamentos empresariais e rádio. Sorriso largo, olhos apertados. Acredito que a informação é a chave para a sua melhor versão. Vem comigo! Por aqui, #nutricomunica. Informações sobre a ciência da nutrição sem deixar de lado o comportamento. E você, tem fome de que? Dúvidas? Envie para  nutricomunica@gmail.com.

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