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O que devo saber para melhorar a minha alimentação?

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Você tem tentado melhorar a sua alimentação, mas não saber o que fazer para que dessa vez dê realmente certo? Hoje vamos imergir em um assunto ainda pouco falado, mas crucial no sucesso de reeducação nutricional. Esse processo, como todos sabem, demanda tempo e, sem dúvidas, uma viagem de autodescoberta. Essa jornada vai de encontro com um “eu” em uma versão mais consciente e aprimorada.

Por isso, a nutrição comportamental é cada vez mais uma aliada para que você possa atingir resultados satisfatórios e duradouros. Quando se busca o atendimento nutricional, seja por motivações estéticas ou por direcionamento médico, nem sempre se está pronto e aberto para vivenciar o processo e, com isso, se beneficiar dos resultados.

Por isso, hoje falarei sobre quais são os estágios de mudança no comportamento alimentar pelos quais as pessoas que propõe ter sucesso na reeducação nutricional passam. Saiba identificar seu comportamento e tenha como aliado um profissional em quem confie.

1. Pré-contemplação 

A pessoa inda não está preparada para a mudança. Sente um incomodo, que a motivou a buscar orientação nutricional. No entanto, apresenta um comportamento resistente, de negação ao fato de que terá de modificar hábitos. Tende a ser “rebelde” e adiar cronicamente o início do processo.

2. Contemplação 

A pessoa reconhece o problema e está apto a escutar o que diz o nutricionista. Provavelmente, tenta negociar uma “premiação” esporádica para sentir-se mais seguro em adotar uma nova rotina. Esse em passo fundamental, pois é onde se estabelece uma relação de confiança para com o nutricionista.

3. Preparação

É quando o plano dietético foi feito pensado na realidade vivida pelo paciente, associado às necessidades e o mesmo cria o ambiente para colocá-lo em prática.

4. Ação

É o momento crucial. Onde o paciente estará vivenciando o processo estabelecido nas consultas anteriores. Já começa a notar o início dos benefícios em bem-estar, refletidos também esteticamente. É nesse passo do processo onde existem as maiores mudanças.  O paciente entenderá quais são os hábitos automatizados, uma vez que terá de lidar com os impulsos em prol de vivenciar a nova rotina preestabelecida nas consultas anteriores.

5. Manutenção 

É o estágio em que os resultados já estão sendo experimentados e a estratégia transcorrerá pela sustentabilidade do que foi conquistado. Terá um propósito mais permissivo em alguns casos. Durará pela vida. Por isso, não existe um prazo determinado para que o paciente deixe de receber a orientação nutricional do terapeuta que o acompanha.

6. Prevenção de recaídas 

Uma extensão do processo da manutenção. Criam-se soluções para situações eventuais, como encontros sociais de todos os tipos: almoço de domingo em família, festa infantil, churrasco, além da abordagem das pessoas que compõe esses círculos sociais. E é claro que aqui a abordagem, a mudança, não é exatamente alimentar, mas sim comportamental.

A pessoa que passa por todo o processo estará em contato com as próprias limitações e, com isso, terá construído uma nova forma de agir e planejar as ações. Assim, essa pessoa irá evitar o abandono do processo e o mal quisto efeito sanfona ou o agrave do quadro de saúde de uma doença tratada. Ou seja: empatia e confiança entre paciente e nutricionista são fundamentais para o sucesso da empreitada assumida por ambos. 

*Roberta Oliveira é nutricionista e palestrante. Com seu projeto @nutricomunica, atua desenvolvendo conteúdos de educação nutricional para treinamentos empresariais e rádio. Sorriso largo, olhos apertados. Acredito que a informação é a chave para a sua melhor versão. Vem comigo! Por aqui, #nutricomunica. Informações sobre a ciência da nutrição sem deixar de lado o comportamento. E você, tem fome de que? Dúvidas? Envie para  nutricomunica@gmail.com.

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