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Passos para uma vida mais feliz - #2

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Quem não gostaria de receber de presente uma vida feliz e pronta para ser vivida? Pois é! Mas uma vida feliz é uma conquista. Cada um deve realizar uma jornada pessoal para a construção de mais bem-estar e felicidade. Temos visto, por aqui, que podemos realizar algumas mudanças nessa jornada. No blog passado, vimos a importância dos valores na conquista dessa felicidade sustentável. Hoje vamos ver um segundo passo, que pode nos apoiar a vivenciarmos momentos de mais alegria, bem-estar e realização no nosso dia a dia. 

Começamos o texto falando sobre receber uma vida feliz de presente, não é mesmo? Não podemos receber uma felicidade pronta, embrulhada em um lindo pacote, mas podemos favorecer nossa felicidade presenteando os outros com atitudes generosas. Isso mesmo! Atos espontâneos de bondade são o nosso passo #2 para uma vida mais feliz. Não podemos receber a felicidade de alguém, mas podemos fazer algo pelo outro e, assim, nos sentirmos mais felizes e realizados exatamente por estarmos proporcionando alegria e bem-estar a uma pessoa.

Atos espontâneos de bondade são aqueles que praticamos a favor de outra pessoa, de forma desinteressada. O que nos move é simplesmente o desejo de facilitar a vida do outro, de proporcionar mais bem-estar a alguém, de provocar um sorriso verdadeiro. E ao fazermos isso, simplesmente nos sentimos mais alegres, mais realizados e vivenciamos inúmeras emoções positivas. Mas atenção! Se realizo esses atos de bondade com a intenção de receber reconhecimento e gratidão do outro, essas emoções positivas só surgirão se o outro reconhecer o que fiz e me agradecer.

Então, se a pessoa favorecida pelo ato de bondade não se manifesta nesse sentido, podemos sentir raiva, indignação e até ficarmos ressentidos. Nesse caso, as emoções positivas não vão aflorar. Assim, é preciso deixar claro que os atos de bondade que favorecem a felicidade e o bem-estar de quem os realiza serão somente aqueles realizados sem esperar nada em troca. Ser bondoso com foco no outro e não em nós mesmos. Fazemos algo pelo outro para vê-lo bem, para facilitar a vida, e não para ganharmos reconhecimento e inúmeros agradecimentos. É preciso desprendimento e um desejo genuíno de favorecer ao outro e não a nós mesmos. 

Estamos tão acostumados a esperar reconhecimento pelo que fazemos que isso pode parecer bem estranho, não é? Mas podemos sim fazer uma pequena diferença positiva na vida de alguém e, com isso, nos sentirmos mais felizes e realizados. Quer um exemplo? Imagine que você decidiu praticar um ato de generosidade e acolhimento, deixando um sorvete pago para a pessoa que está logo atrás de você na fila da lanchonete. Simplesmente você paga e sai, sem nada falar. A pessoa chega ao caixa para pagar o seu lanche e descobre que uma estranha a presenteou. Como você acha que ela vai se sentir? E como você vai se sentir, imaginando a surpresa e a alegria daquela pessoa?

Não é bom saber que surpreendemos uma pessoa positivamente e que aquilo vai fazer uma pequena diferença no dia dela? Surpresas de generosidade e acolhimento geram emoções positivas e podem desencadear uma reação em cadeia. Sinto-me gratamente surpresa. Emoções positivas afloram. Tenha uma inclinação maior de ser generosa com o outro, de proporcionar algo de bom para um conhecido ou um estranho. Saber que podemos ser um elo de uma reação em cadeia de generosidade e emoções positivas por si só já traz alegria e bem-estar. Imagine se você fizer isso com constância e consciência?

E se você adotar a prática de realizar atos generosos intencionalmente, prestando atenção ao que está fazendo? Não precisa ser nada grandioso. Podem ser atos simples como dar passagem para alguém no trânsito, elogiar uma pessoa por um trabalho bem feito, ajudar um colega que está sobrecarregado no serviço, convidar uma amiga para ir ao cinema e pagar-lhe a pipoca, colocar um arranjo de flores na porta da sua vizinha, que está passando por um momento difícil... Enfim, são tantas opções. Basta observarmos as pessoas à nossa volta, com generosidade e bondade, que teremos ideias criativas para tornar o dia delas mais feliz. 

Mas lembre-se de evitar a armadilha de agir dessa forma apenas para se sentir melhor. Faça porque quer se doar verdadeiramente, porque sente que é uma boa coisa a ser feita. Faça com foco no outro e, consequentemente, o seu dia será mais feliz também.

*Yara Carvalho é pedagoga, psicopedagoga e especialista emocional. Tem pós-graduação em Psicologia Analítica e Psicologia Transpessoal e várias formações na área de desenvolvimento humano, inteligência emocional, relacionamentos interpessoais e Psicologia Positiva. É facilitadora de programas de autoconhecimento e desenvolvimento da inteligência emocional e de workshops para pais que desejam investir em seus relacionamentos familiares e na educação emocional dos filhos. 

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