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Espinha em adultos: socorro!

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Acne na vida adulta pode indicar outros problemas

É difícil passar pela adolescência sem travar uma batalha contra as espinhas, que são comuns nessa fase de grandes mudanças hormonais. A situação é diferente na vida adulta, quando a acne pode indicar outros problemas nas mulheres, como a Síndrome do Ovário Policístico. Para a dermatologista Juliana Salgado, é importante identificar o motivo da espinha para escolher o tratamento adequado. Veja alguns deles:

HORMÔNIOS - A acne pode ser resultado de alterações hormonais e no ciclo menstrual. Além disso, há contraceptivos que estão associados à ocorrência de espinhas, como o DIU com conteúdo hormonal, que aumenta a oleosidade da pele. “Existem também anticoncepcionais injetáveis que pioram manchas, ocasionam acnes e até queda de cabelo”, explica a dermatologista. Por outro lado, o anticoncepcional pode ser indicado como coadjuvante no tratamento da acne. “Existem pílulas orais que diminuem a produção sebácea e melhoram a acne. Mas o contraceptivo não deve ser usado só para tratamento da pele. Quando existe um fator hormonal associado à patogênese da acne, sim. Caso contrário, tem função contraceptiva, e deve ser definido junto com o ginecologista.” 

MAQUIAGEM - Os produtos que estão na sua penteadeira também podem trazer problemas na frente do espelho. Quem tem pele oleosa deve procurar aqueles que controlam a produção sebácea. Aposte em sabonete, filtro solar e maquiagem com essas características. “A pele oleosa requer produtos específicos, e não a lavagem excessiva”, ressalta a médica. 

ALIMENTAÇÃO - Há suplementos vitamínicos para ganho de massa muscular que podem resultar em mais espinhas. “A própria proteína do leite em excesso é considerada um alimento comedogênico [que obstrui os poros].” Alimentos com alto valor glicêmico e ricos em gordura também entram na lista, mas o chocolate não é o maior vilão. “Com gordura e açúcar, ele tem papel, sim, mas não é determinante. Essa coisa que chocolate causa acne é lenda”, defende Juliana Salgado. 

GRAVIDEZ - Para as mulheres grávidas, o primeiro trimestre de gestação também é a época em que a pele costuma piorar, mas a tendência é que a situação se normalize nos meses seguintes. Segundo Juliana Salgado, há tratamentos para a acne que podem ser usados durante a gravidez, mas devem ser receitados pelo médico. 

Ruga x espinha 
Uma pesquisa genética feita pelo King’s College, de Londres, indicou que quem tem acne na juventude costuma ficar com menos rugas na velhice. A dermatologista Juliana Salgado explica que a relação não é tão direta assim. “Quem tem acne normalmente tem a pele mais oleosa, já a pele ressecada enruga mais com o passar dos anos.” Segundo a médica, fatores relacionados aos hábitos de vida, como grau de exposição solar, uso do filtro, alimentação, tabagismo e sedentarismo, também influenciam na quantidade de rugas.  Já a gravidade da acne na adolescência está relacionada à herança familiar. “A genética é extremamente importante na definição do grau de acne que o paciente vai ter”, resume a dermatologista. 

Ouça abaixo a entrevista completa com a médica Juliana Salgado:

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Fatores que agravam as espinhas na vida adulta
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