Comportamento

A superação do luto

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Cada mulher tem uma maneira de encarar o luto e, anos depois da perda, segue a vida de um jeito próprio. O que de fato se percebe no dia a dia é que muitas estão agora buscando se readaptar às novas formas de viver e tentando retomar o que traz felicidade, mesmo sem seus parceiros.

Para a psicóloga Glaucia Ribeiro, é necessário buscar o autoconhecimento, autocuidado, se perdoar nas falhas e fazer atividades de que se gosta. A reação de cada mulher vai depender da história de vida, perfil emocional, crenças e condições profissionais e materiais.

“A mulher terá melhores condições de superação quanto mais estiver estruturada em seu ego maduro, que significa ter a capacidade de olhar para a perda, sentir, compreender racionalmente e, por fim, ficar mais forte para outras situações similares.  Todo este processo pode acontecer em um piscar de olhos ou pode demorar anos ou talvez nunca ocorra. Vai depender da saúde emocional”, explica Glaucia.

O investimento numa vida pessoal, profissional e produtiva é uma boa saída. “É preciso reconhecer a própria situação, aceitar a fragilidade como sendo natural, dar-se este tempo para se recuperar. Trabalho com desenvolvimento profissional e tenho visto muitas mulheres que, depois da perda do companheiro, despertam para a formação, o estudo, para o trabalho fora de casa. Algumas por necessidade, outras por puro movimento de vida”, diz.

Sempre juntos

O escritor, palestrante e blogueiro Dado Moura lembra que a viuvez será sempre uma surpresa. “Para aquela pessoa que ficou, restará a readaptação. Certamente não será fácil, pois por muito tempo, como casal, foram divididas as alegrias, dores, medos e inseguranças. Mas esse estado de vida não significa que a pessoa viúva esteja condenada à tristeza eterna”. 

Muitas mulheres são criadas para depositar no companheiro o bem-estar. “Nossa identidade acaba ‘colando’ no papel de mãe, esposa, rainha do lar... Quando o par se vai, temos que desvestir esta roupa. Frente à perda, talvez seja a hora de buscar a própria evolução e amadurecimento”, reforça Glaucia Ribeiro.

 

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