Comportamento

Agenda lotada!

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Cada vez mais comuns na rotina das crianças, as atividades extracurriculares podem trazer diversos benefícios para os pequenos e, inclusive, ajudar no desenvolvimento pessoal e também dentro da sala de aula. Mas é bom lembrar que, sem controle, elas podem acarretar mais problemas do que benefícios. Para ajudar a fazer este equilíbrio, Ludovica reuniu dicas para levar em conta na hora de organizar a agenda do seu filho.
 
Vida equilibrada

Na medida certa, o inglês, futebol, judô, natação, balé e outras atividades podem agregar mais conhecimento aos filhos e ser uma alternativa para os pais que precisam preencher os afazeres dos pequenos enquanto estão trabalhando. Elas ajudam desde a coordenação motora até a capacidade de socialização da criança, já que trabalham as várias possibilidades de envolvimento com o mundo.
 
É o que acredita a psicóloga, com experiência em atendimento infantil, Ana Carla Teodoro. Ela está se especializando em psicopedagogia clínica e acrescenta que é importante os pais não comprometerem a agenda dos filhos de segunda a sexta-feira. É preciso criar limites para que o comprometimento do tempo.
 
Faça um cronograma

A psicóloga explica que, para fazer o controle da agenda dos filhos, é interessante ter um cronograma e organizar as atividades, com todos os horários, incluindo hora de dormir, de comer, lembrando de separar um tempinho para que a criança possa exercer o seu principal papel: ser criança. Afinal, para elas, a brincadeira nunca tem fim.
 
“Atividades como esporte e balé são ótimas, pois trabalham hierarquia, disciplina, dimensão de espaço, regras, respeito às diferenças e muitos outros benefícios. Além disso, existe o lúdico. O menino se encanta com o esporte, ele vê o papai assistindo ao futebol e, muitas vezes, quer jogar quando crescer. Mas nada em excesso. O limite ensina regras e é importante principalmente na infância, pois ele é o condutor do aprendizado”, afirma.
 
Vale lembrar que as crianças que já estão na escola têm pelo menos um turno do dia ocupado. Por isso, preencher o período livre com muitas atividades pode atrapalhar o convívio familiar. “Os pais estão comprometendo o horário das 7h às 18h, e a criança passa muito tempo fora do ambiente familiar. Isso é ruim. Ela pode ficar estressada, ansiosa, frustrada".
 
Outro passo muito importante na hora de pensar nas opções extracurriculares é a escolha da criança. É comum que pais que tinham vontade de fazer determinada atividade – mas não fizeram –queiram realizar suas vontades por meio dos filhos. “No caso de uma criança de até três anos de idade, pode até ser que os pais escolham sozinhos. Mas, se obrigarmos uma criança a fazer balé, por exemplo, e ela não gostar da atividade, isso pode interferir negativamente no seu desenvolvimento”, acrescenta.
 
O acompanhamento dos pais, dentro ou fora da sala de aula, é essencial para a vida dos pequenos, segundo Ana Carla. “Hoje a criança não está exigindo a presença dos pais nas 24 horas do dia, mas ela tem uma necessidade de assistência emocional, atenção, de que eles estejam presentes nas apresentações, auxiliando nas tarefas, brincando. Tudo isso ajuda no desenvolvimento emocional e também humano”, acredita.

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