Comportamento

Câncer de intestino é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres

Shutterstock


O câncer colorretal, mais conhecido como câncer de intestino, deve atingir, em 2019, mais de 35 mil pessoas, com taxa de mortalidade em torno de 45%.  Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca).  Esse tumor é o segundo que mais “mata” em todo o mundo, ficando abaixo apenas do câncer de pulmão, sendo o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres e o terceiro mais frequente nos homens.

Segundo o gastroenterologista Luiz Henrique de Sousa Filho, também médico endoscopista, apesar de não ser possível mudar os fatores genéticos que tornam as pessoas propensas ao câncer de intestino, a boa notícia é que os riscos podem ser reduzidos com medidas simples. “A prevenção primária é possível através da adoção de hábitos saudáveis de vida, como praticar atividades físicas regularmente, controlar o sobrepeso, ficar longe do cigarro e aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, alimentos integrais, cereais e grãos. Evitar o consumo excessivo de embutidos, carne vermelha e bebidas alcoólicas também contribui para prevenir a doença”, diz. 

Ainda conforme o especialista, o exame de colonoscopia tem um papel fundamental na prevenção secundária e diagnóstico precoce dessa doença, podendo reduzir o seu risco em até 90%. “Esse exame é seguro, realizado com a pessoa sob sedação e amplamente difundido em nosso meio. Ele deve ser feito a cada cinco ou dez anos por todas as pessoas com mais de 50 anos de idade ou a partir dos 40 anos, em caso de parentes de primeiro grau de portadores da doença. Em aproximadamente um terço das colonoscopias de rotina, encontramos os pólipos, que são pequenas lesões intestinais, muitas vezes pré-malignas, quase sempre assintomáticas e que podem ser retiradas durante o próprio exame, sem necessidade de cirurgia”, conta.

Para o gastroenterologista, alguns sinais e sintomas devem servir de alerta, como a perda de peso, anemia sem causa aparente, alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes ou massas abdominais. “Porém, infelizmente, quando o câncer é detectado por esses sintomas já está em fase avançada e só pode ser tratado com a cirurgia, ou seja, a ressecção do intestino, e quimioterapia. Por isso, a melhor maneira de prevenir é consultar um médico regularmente e fazer o acompanhamento adequado. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura”, finaliza Luiz Henrique. 

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.