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Câncer de mama: qual a importância do diagnóstico precoce?

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Mais comum entre as mulheres, o câncer de mama responde por cerca de 30% dos tumores registrados a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Mas apesar da pouca divulgação, o tipo também afeta os homens, representando apenas 1% do total de diagnósticos. Ainda conforme o Inca, são esperados 59.700 novos casos neste ano.

Segundo o oncologista Márcio Almeida, da Aliança Instituto de Oncologia, a principal arma contra a doença é o diagnóstico precoce. O objetivo é a detecção de lesões pré-cancerígenas ou do câncer quando ainda localizado no órgão de origem, sem invasão de tecidos vizinhos ou outras estruturas. "Quanto mais cedo, maiores as chances de cura, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, além de mais favoráveis à relação efetividade e custo", explica.

O oncologista destaca que a principal diferença em relação à descoberta tardia é o tratamento. Quando descoberto no início, o tratamento pode ser mais brando, apenas cirúrgico, sem a necessidade de sessões de quimio e radioterapia. Além disso, o paciente tem chance de conseguir controlar a doença, com maior chance de cura. "Já no diagnóstico tardio, pode ser necessário cirurgias maiores, mutilantes, com necessidade de quimioterapia mais intensa e tóxica e radioterapias, podendo gerar mais sequelas, sofrimentos e pior qualidade de vida. Também há casos de nem adiantar mais a cirurgia, pois a doença já não oferece mais a chance de cura, apenas de controle", complementa.

Como a mulher pode saber se tem câncer de mama?

Para o especialista, a principal forma para se descobrir a doença é a prevenção e a busca constante por informação. "A mulher deve sempre se informar dos riscos que ela corre sobre os principais cânceres e associar consultas médicas com especialistas, além da realização de exames para rastreamento e diagnóstico precoce", comenta.

Autoexame

Para fazer o autoexame da mama é preciso seguir três passos: se observar em frente ao espelho, palpar a mama em pé e repetir a palpação deitada. "Esse exame deve ser feito uma vez por mês, todos os meses, três a cinco dias após a menstruação ou em uma data fixa, para mulheres que não menstruam", detalha o médico.

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