Comportamento

Como aliviar cólicas em bebês

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As cólicas em bebês recém-nascidos são muito comuns. Elas assustam, principalmente, os papais de primeira viagem. A manifestação do incômodo se dá por meio de um choro inconsolável, súbito e inexplicável. Segundo o pediatra Eduardo Brandina, do Hospital Edmundo Vasconcelos, as cólicas em lactantes são comuns e os episódios se iniciam a partir da segunda semana de vida, atingindo o pico entre a quarta e a sexta. "Há melhora considerável após o terceiro mês", afirma. 

Até o momento, as pesquisas acerca das causas da cólica em bebês são inconclusivas. Entretanto, algumas hipóteses têm associado o incômodo a imaturidade no sistema nervoso central do bebê, anormalidades na produção de hormônios gastrointestinais, alteração da motilidade intestinal e até mesmo fatores externos, como barulho, claridade e agitação.

Algumas pesquisas indicam ainda que bebês que não se alimentam pelo leite materno têm duas vezes mais chances de incidência de cólicas. "Por não se saber ao certo a causa da cólica em recém-nascidos, ainda não há um tratamento eficaz, porém, algumas dicas simples podem ajudar a trazer conforto nessa hora delicada. Manter-se tranquilo para transmitir calma ao bebê, pegá-lo no colo, deixar a barriga do pequeno em contato com a da mãe, a fim de transmitir calor e conforto são algumas delas. Além disso, deve-se manter o ambiente a meia luz e com música suave, colocar compressas mornas na barriga, fazer massagem circular e dar banho morno", afirma Eduardo.

O tratamento com medicamentos, chás ou outros métodos de controle da dor só deve ser realizado sob orientação do pediatra."O exame clínico é fundamental para descartar quaisquer outras razões para o choro da criança", alerta o especialista.  Eduardo chama atenção ainda para uma moda perigosa: o uso do colar de âmbar nos bebês. Trata-se de um colar feito de uma resina vegetal que atuaria como analgésico e anti-inflamatório pela presença do ácido succínico, mas não existe nenhuma comprovação científica da eficácia. "Além disso, seu uso traz grande risco de asfixia ao lactente, tanto por estrangulamento quanto por aspiração", afirma.

A cólica em recém-nascidos, por mais traumática que seja, é uma condição transitória que não traz riscos ao bebê e nem interfere no desenvolvimento da criança.

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