Comportamento

Dicas para evitar o parto prematuro

Shutterstock


O medo do parto prematuro é um sentimento que assombra muitas grávidas. O ideal é que o parto ocorra após a 37ª semana da gestação, quando os órgãos do bebê estão bem formados. No entanto, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por ano, nascem em torno de 15 milhões de prematuros no mundo.

De acordo com o ginecologista Renato de Oliveira, infertileuta da Criogênesis, as causas desse problema são diversas. “Alguns fatores estão relacionados diretamente à mãe e sua condição de saúde, enquanto outros são próprios do período gestacional. Obesidade, idade avançada, tabagismo e pressão arterial elevada são alguns dos fatores responsáveis por elevar o risco de um parto prematuro. No entanto, malformação fetal, colo do útero curto ou insuficiência desse, além de um pré-natal inadequado, também podem contribuir para essa situação”, alerta.

Para prevenir o problema, além das consultas e exames do pré-natal, as futuras mamães devem estar permanentemente atentas a qualquer sinal diferente do organismo. Renato lista seis passos que podem ajudar a evitar o parto prematuro. 

Confira:

1. Revele ao médico o seu histórico de saúde. Doenças crônicas e reações alérgicas, assim como o histórico de saúde do pai do bebê, devem ser revelados.

2. Mantenha-se em uma faixa de massa corporal adequada. Durante a gestação, evite frituras, sal e doces em excessos, já que esses alimentos favorecem a retenção de líquidos, além de dificultar o controle de peso e as repercussões do excesso de insulina para o bebê. Converse com seu obstetra sobre a necessidade de acompanhamento nutricional.

3. Evite bebidas alcoólicas. Em apenas dez minutos, a bebida pode atuar sobre o bebê, pois possui livre passagem pela placenta. Além disso, o fígado do bebê, que está em formação, metaboliza duas vezes mais lentamente o álcool ingerido pela mãe, comprometendo, assim, seu desenvolvimento saudável.

4. Não fume. O coração bombeia o sangue para todo o corpo da mãe, inclusive para o feto. E a placenta, por sua vez, não consegue impedir a passagem dessas substâncias, dificultando a passagem de alguns nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto.

5. Mantenha o calendário de vacinação atualizado. É recomendado estar em dia com as vacinas contra rubéola, sarampo, coqueluche, hepatite B e tétano. As três últimas podem ser feitas na gravidez. A vacina contra influenza (gripe) também é importante. Existem períodos certos para a vacinação, sendo necessário, portanto, seguir orientação médica.

6. Nunca faça automedicação. Anti-inflamatórios podem trazer sérias complicações para o bebê.

Comentários
Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.