Comportamento

Ensinar: do tradicional ao montessoriano

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Embora sejam muitas as opções, não existe uma metodologia considerada a melhor. A pedagoga, psicóloga, psicopedagoga e especialista em neuropsicologia, Aurélia Carneiro Caetano Mello, explica que escolas têm utilizado, na verdade, uma integração entre os métodos. Entenda cada um deles:

Tradicional

O professor é a figura central desse processo de educação. A avaliação é feita formalmente e não há muitos trabalhos em grupo. “O professor é quem define todas as regras e o estudante recebe o conhecimento e o absorve. Não há trocas de informações. É o professor lá em cima, ensinando aquilo que ele define e que julga importante, e o aluno embaixo”.

Cognitivista ou abordagem piagetiana

Um dos criadores do método, Jean Piaget define que o papel do estudante é de construção do conhecimento por meio de estímulos, indo ao contrário do método tradicional. Muitas salas de aula piagetianas não têm carteiras, mas são repletas de jogos e outros materiais que permitam ao estudante construir o próprio conhecimento. “O professor não está lá só para expor o conteúdo. Ele é um auxílio”.

Sociointeracionismo

O sociointeracionismo, dirigido por Lev Vygostscky, trouxe muitas contribuições relacionadas à mediação humana. Ele afirma que o desenvolvimento do aluno ocorre a partir do que ele trouxer de casa. “Esse método traz a questão da sociedade, de olhar para o próximo. Existe troca a partir da interação com os mais velhos ou colegas de classe”. 

Comportamentalista

Aurélia explica que esse método é facilmente confundido com o tradicional por causa do emprego do mesmo sistema de avaliação. “Aqui também não tem como foco a interação social, mas existe sim a troca com os materiais ou instrumentos pedagógicos utilizados em sala. A partir do erro, o aluno tem um estímulo negativo e, a partir do acerto, um positivo”. 

Metodologia de Waldorf

A Escola de Waldorf prioriza as necessidades de cada estudante. A trajetória da criança é composta por ciclos e ela tem um tutor que a acompanha nessas etapas relacionadas, inclusive, com o desenvolvimento emocional. “Claro que o professor trabalha matemática, linguagem e outros conteúdos, mas por meio de um conhecimento mais prático. O comum aqui são rodas de histórias no pomar, por exemplo. Os estudantes também têm aula de marcenaria, culinária ou outros trabalhos manuais”. 

Montessoriana

A escola montessoriana está em alta por trazer certa independência à criança. Aqui, a ideia é que o estudante possa utilizar o próprio conhecimento para assimilar outros novos, ou seja, a criança é quem define o próprio nível de aprendizado. “Se os professores passarem cinco atividades diferentes em sala de aula, é a criança que escolhe qual irá fazer e também o ritmo de execução”. 

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