Comportamento

Excesso de peso ou obesidade pode causar disfunção erétil

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Estima-se que por volta dos 40 anos, todo homem pode apresentar algum grau de disfunção erétil. Conforme pesquisas, o número pode crescer em até 10% a cada década de vida. Para o urologista Carlos Watanabe, da Aliança Instituto de Oncologia, o sexo ainda é motivo de preconceito entre os homens. "Muitos pacientes vão ao consultório perguntando coisas simples. Geralmente falta diálogo com a parceira ou parceiro, além do que o homem não tem coragem de comentar o assunto com amigos", diz.

O especialista explica que a disfunção erétil pode influenciar não só a vida sexual do homem, como afetar o psicológico. Mas apesar da gravidade, o problema ainda é pouco debatido fora dos consultórios. 

Pensando nisso, Carlos Watanabe lista algumas das dúvidas comuns do público masculino. Confira:

A disfunção erétil é causada apenas pela falta de libido?

Não. A disfunção pode ser causada por diferentes fatores, como a falta de libido, excesso de peso e problemas psicológicos, por exemplo. Ela pode ser ainda uma indicação de possíveis doenças mais graves, como problemas cardiovasculares.

O uso de alguns medicamentos pode causar disfunção erétil?

Sim. Pacientes com doenças como depressão, hipertensão e diabetes, que fazem uso frequente de medicamentos, podem apresentar alterações na função erétil. Tabagismo também é considerado fator de risco.

Excesso de peso ou obesidade pode causar disfunção?

Sim. Além de ser fator de risco para graves doenças, como câncer e hipertensão, estudos apontam que o grau de incidência de disfunção entre os homens obesos é superior ao da população com peso saudável. Controlando os hábitos alimentares, perdendo peso e mantendo uma rotina benéfica é possível recuperar a atividade sexual.

Atividade física ajuda a evitar a disfunção erétil?

Verdade. Os pacientes que praticam exercícios regulares e mantêm uma rotina alimentar saudável têm um fator de proteção com relação a disfunção erétil. Eles se tornam mais resistentes não apenas a isso, mas a várias outras alterações na saúde, garantindo assim melhor qualidade de vida não apenas no âmbito sexual.

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