Comportamento

Movimento de mulheres que denunciaram assédio é eleito 'personalidade de 2017' pela 'Time'

Divulgação / Reprodução / Time


O movimento das mulheres que denunciaram o assédio sexual, conhecido nas redes sociais como #MeToo, foi escolhido "personalidade do ano 2017" pela revista norte-americana "Time". Nos últimos tempos, todo o mundo acompanhou um vasto grupo de pessoas, em sua maioria mulheres, denunciarem agressões sexuais cometidas pelo produtor hollywoodiano Harvey Weinstein. Outras pessoas seguiram o exemplo, compartilhando histórias de abuso com a hashtag #MeToo. 

O objetivo do grupo é aumentar a conscientização sobre o assédio sexual e o estupro. Em entrevista ao programa "Today Show", do canal NBC, o editor-chefe da "Time", Edward Felsenthal, disse que "esta é a mudança social mais rápida que vimos em décadas e começou com atos individuais de coragem por centenas de mulheres, e também alguns homens, que se apresentaram para contar suas próprias histórias".

Frequentemente, a publicação concede a honraria a uma entidade que não tem uma organização centralizada. Em 2011, o eleito foi o "manifestante", em referência a diversos movimentos com pautas variadas, como os participantes da Primavera Árabe, os Indignados (Espanha) e Occupy (EUA). Os lutadores húngaros da invasão soviética a Budapeste, o soldado americano e a classe média dos EUA já haviam sido eleitos pela revista nos anos 1950 e 1960.

O presidente americano, Donald Trump, que foi eleito a personalidade de 2016, ficou em segundo lugar neste ano. O presidente chinês, Xi Jinping, ficou em terceiro.
 

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