Comportamento

Os perigos do efeito sanfona

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É comum que as pessoas com pressa para emagrecer busquem dietas restritivas, como as com baixos teores de gordura ou carboidrato, diminuição ou isenção de açúcar, jejum intermitente, entre outras. Mas se engana quem acha que essa é a solução! Esses métodos extremistas não fazerem bem à saúde e, como consequência, podem produzir o famoso "efeito sanfona".

De acordo com nutricionista Marcela Tardioli, consultora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados, "restringir a dieta a um só tipo ou grupo de alimentos pode até levar à perda rápida de peso no primeiro momento, mas, por falta de nutrientes importantes, pode gerar sintomas como fraqueza, mal-estar, alterações na pressão e hormonais".

Conforme a especialista, o efeito rebote ocorre quando o metabolismo entre em alerta, diminuindo o gasto calórico e estocando energia. Afinal, não se sabe quando e como será a próxima refeição. Uma pesquisa publicada no periódico americano New England Journal of Medicine comprovou que engordar e emagrecer com frequência aumenta o risco de problemas cardiovasculares e de morte prematura, especialmente entre pessoas que já apresentam fatores de risco para doenças do coração, como níveis altos de colesterol. 

Segundo o estudo, pessoas que entram no efeito sanfona com flutuação constante com mais de quatro quilos, por exemplo, têm uma incidência 124% maior de ataques do coração quando comparadas com aquela que mantêm o peso estável a vida toda. Para Marcela, o jeito mais eficaz de não sofrer essa consequência é evitar a perda de massa magra e priorizar a perda de gordura, conciliando a atividade física com uma alimentação balanceada, contemplando todos os grupos alimentares, na quantidade certa.

"Dormir bem também é fundamental, cerca de oito horas por noite. Noites mal dormidas podem liberar pouco hormônio leptina, que ajuda a regular a fome e a manter o metabolismo ativo, e, assim, a válvula de escape pode ser buscar combustível nos alimentos", finaliza Marcela.

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