Comportamento

Outubro rosa: diagnóstico precoce é fundamental

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O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), serão cerca de 60 mil novos casos diagnosticados no Brasil em 2017. A campanha Outubro Rosa prevê conscientizar pacientes com a doença e seus familiares e amigos sobre a importância de se informar e participar ativamente das decisões no enfrentamento. 

Realizar acompanhamento com especialistas e exames anuais podem ajudar no diagnóstico precoce da enfermidade. Segundo a ginecologista Carla Alvarenga, da Clínica Vittá Goiânia, o câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos e, após essa idade, a chance aumenta progressivamente. Portanto, é fundamental realizar a mamografia anual após os 40 anos.

Ainda assim, mulheres mais novas não estão imunes, principalmente quando há histórico na família. Ainda conforme a especialista, geralmente o câncer de mama não apresenta sintomas em sua fase inicial. Por essa razão, a mulher deve tomar cuidados mesmo sem sentir dores. “O câncer de mama inicialmente é assintomático. Assim, torna-se importante a consulta de rotina com o ginecologista, que poderá solicitar exames para auxiliar o diagnóstico, como ultrassonografia, mamografia e ressonância magnética”, afirma a médica.

Diagnóstico 

De acordo com o INCA, o controle do peso, evitando a obesidade por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, além de evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, são algumas das orientações básicas para reduzir em até 28% o risco de desenvolver o câncer de mama. A amamentação é considerada um fator protetor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que um terço de todos os tipos de câncer teria cura se detectado em estágio inicial e tratado de forma adequada. Conforme a Carla, “o diagnóstico é realizado através da biópsia da área suspeita. A maioria dos nódulos diagnosticados são benignos, mas só poderá ser confirmado com exames médicos”. 

Existem diferentes tipos de câncer de mama. Algumas características são o grau tumoral, que informa se o tumor tem chance de crescer de forma rápida ou lenta, e o estadiamento, que aponta em qual estágio, de 0 a 4, o câncer se encontra, levando em consideração o tamanho do tumor e quais estruturas e órgãos ele atingiu. O estágio 4, por exemplo, indica que há metástase, ou seja, presença de tumor em outra parte do corpo além da mama.

Os médicos utilizam as características do tumor para planejar a intervenção. Por isso, é importante saber o tipo de câncer de mama, para que a paciente compreenda e participe das decisões sobre o tratamento. Ainda conforme Carla, os tratamentos do câncer de mama dependem do perfil e do estágio da doença. “Geralmente se resumem em tratamento local e sistêmico. Sendo que o tratamento local se resume a cirurgia e a radioterapia e o sistêmico entre a quimioterapia e a terapia hormonal”, esclarece.

Campanha

A campanha Outubro Rosa nasceu em Nova York, em 1991, com uma corrida pela cura do câncer de mama. Aos poucos, a ideia ganhou vários estados, que passaram a promover ações isoladas referentes à mamografia no mês de outubro. A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) foi a primeira instituição a trazer o Outubro Rosa de forma organizada para o Brasil, em 2008, com ações em diversas cidades do país, em parceria com ONGs associadas.

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