Comportamento

Você ronca? Tem tratamento!

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O hábito de roncar é mais sério do que se imagina. Socialmente, o ronco é visto como motivo de piada, incômodo e constrangimento. Além disso, 95% das pessoas que roncam têm apneia do sono. Por isso, segundo a cirurgiã-dentista Adriana Borges Carneiro, especialista em odontologia do sono, é necessário procurar por tratamento. Ela esclarece algumas questões.
 
1) O que são o ronco e a apneia do sono?
 
O ronco é a vibração da úvula, mais conhecida como "campainha", na garganta. As pessoas roncam por causa do estreitamento da passagem de ar na região da orofaringe, que acomete tanto crianças como adultos. Já a síndrome da apneia caracteriza-se pela parada respiratória provocada pela obstrução total ou parcial das vias aéreas durante o sono.
 
2) Quais fatores contribuem para o ronco?
 
Existe uma série de fatores. Podemos destacar a posição de dormir, adenoides, amígdalas hipertróficas (grandes), amigdalites, desvio de septo, pólipos nasais, rinites, sinusites, retrognatismo mandibular, céu da boca estreito, alterações dos ossos da face, refluxo gastroesofágico, entre outros.
 
3) Quais consequências o ronco e a apneia podem gerar?
 
Roncar passa a ser uma doença social, alterando a convivência com o cônjuge ou com os amigos. Além disso, pessoas que não dormem bem sofrem alteração de humor durante o dia e têm déficit de atenção. Mas a consequência mais relevante do ronco é a apneia obstrutiva do sono. Quem sofre de apneia tem um sono agitado e não reparador, apresentando sonolência diurna excessiva. Isso pode afetar o humor e gerar dificuldade de concentração, perda de rendimento no trabalho, redução da capacidade intelectual e depressão. Além disso, oferece maior risco de problemas cardíacos, hipertensão, arritmias, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e distúrbios hormonais.
 
4) Existe tratamento para o ronco e a apneia obstrutiva do sono?                                                     
 
Sim. O tratamento deve ser feito de acordo com as necessidades de cada paciente. Ele é multidisciplinar, envolvendo o cirurgião-dentista do sono, o otorrino e o médico do sono. Em geral, existem medidas simples. É comum ser confeccionado um aparelho intraoral, que avança a mandíbula para a frente e a trava. Esse dispositivo visa facilitar a passagem de ar pelas vias aéreas e tem ganhado cada vez mais espaço no tratamento do ronco e da apneia, principalmente pela comodidade e eficácia, durabilidade e relação custo-benefício. O aparelho é seguro, melhora a oxigenação sanguínea e a qualidade do sono. A indicação depende da avaliação do profissional qualificado em odontologia do sono.

 

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