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O noivo: como escolher o traje

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Com o traje alugado ou feito sob medida, o mais importante para o noivo é querer estar bem-vestido. “Falando sobre traje de casamento, os mínimos detalhes contam e por isso a vontade de estar bem-vestido é fundamental”, explica o produtor visual Gerson Passos. Segundo ele, não há regra definida. “Tudo vai depender do que está planejado para a cerimônia. O contexto sempre vai ser o mais importante”, destaca. O profissional selecionou uma série de recomendações para que o noivo brilhe tanto quanto a amada no altar. 

O alugado

Alugar é uma boa saída para quem não costuma usar paletó no dia a dia, não quer gastar muito, deixou para a última hora ou simplesmente não quer comprar, “embora seja sempre bom ter um bom paletó e uma boa calça social no armário”, afirma Gerson. Lembre-se: terno é conjunto de três peça, paletó, colete e calça. Costume inclui apenas paletó e calça. 

• Observe o estado de conservação do tecido e se há pilling (aquelas bolinhas na superfície do tecido).

• Evite peças confeccionadas com tecido Oxford. Dê preferência às lãs frias, tropicais e gabardines italianas. O Oxford é um tecido quente e pouco confortável. Dependendo do tipo de ocasião, o uso de outros tecidos, como o linho, pode dar um charme especial ao traje.

• Veja se ao vestir o paletó, a linha do ombro continua reta e sem ondulações. Peças que ficam muito tempo penduradas costumam tomar a forma do cabide, que quase nunca é a dos ombros.

• Repare também se não há nenhum franzido. Franzidos e pregas na cabeça da manga indicam costura malfeita.

• Atenção ao ajuste das mangas. Muitos manuais de estilo dizem que o comprimento das mangas deve se alinhar com a base do polegar. “Particularmente, considero esse tamanho muito comprido e antiquado. Prefiro a manga 1,5 cm acima desse comprimento, de um modo mais atual e moderno, deixando que o punho da camisa apareça 1 cm depois do término da manga do paletó”, opina Gerson.  

• As mangas também têm que estar mais acertadas de acordo com a largura dos braços. Mangas muito largas fazem o paletó parecer antigo. 

• Da mesma forma que muito largo não é legal, muito justo também não. O paletó deve abotoar de forma confortável. Quando fechado, não pode haver rugas na região da cintura. E a lapela deve cair delicadamente sobre o tórax, sem formar um desenho de decote arredondado. 

• A modelagem atual é de calças mais acertadas na perna, mas não muito apertadas. Corpo em dia é muito bom, mas casamento não é melhor ocasião para exibi-lo. Portanto, nada de bíceps, coxas e glúteos marcando na roupa. 

• Marque a barra da calça usando os sapatos. Se a barra for marcada com a pessoa descalça, a calça pode ficar por cima do sapato e causar um acúmulo de tecido nos tornozelos, que achata a silhueta e dá um ar de desleixo.

• A escolha do tipo de traje vai depender da cerimônia (local, noivos, horário). Alguns estilos, como o paletó de três botões, quase não são mais usados. Os paletós mais modernos são os de dois botões e com lapela mais estreita. 

Sob medida

A roupa sob medida adapta-se ao formato do corpo de cada um. “Roupas prontas são confeccionadas com tamanhos baseados em médias, mas nossos corpos raramente são compatíveis com elas. Além de não sermos simétricos, pode ser que tenhamos um ombro mais alto que outro, um desvio de postura, uma silhueta que precisa de correção”, lembra Gerson. 

• Para a definição do modelo, deve haver uma conversa com o noivo, levando em conta que a confecção sob medida leva mais tempo.

• Em seguida, vêm a tomada de medidas, a modelagem, o corte, as provas e os ajustes. Nesse momento o noivo já consegue visualizar a roupa e, se necessário, pode sugerir mudanças. 

• Existem alfaiates mais tradicionais e outros de estilo mais moderno. É importante observar se o estilo está em consonância com os desejos do noivo. 

• Os cuidados com os ajustes devem ser os mesmos tanto com os trajes alugados quanto nos feitos sob medida. 

A camisa 

Nem toda camisa é social. A maior atenção nessa peça deve ser com o colarinho. Camisas para se usar com gravata precisam ter colarinhos robustos, de preferência com barbatanas, as hastes que mantêm a gola reta e evitam que ela enrole ou fique dobrada. 

• Para cada formato de rosto, um tipo de colarinho será mais indicado.

• Há vários modelos de colarinhos: o italiano (mais aberto), o inglês (pontiagudo), o americano (com botão). Para cada tipo, há um nó de gravata específico. 

• Os colarinhos italianos como são mais abertos e favorecem às pessoas de rosto fino. Nesse caso, o nó de gravata tem de ser cheio para preencher o espaço entre as golas.

• O inglês alonga, por ser pontiagudo. Funciona melhor com pessoas que têm o rosto cheio. O nó da gravata pode ser simples e bem-ajustado.

• O americano pode ter vários formatos. O charme é o abotoamento, que pode dar um tom moderno ou vintage ao look. O nó da gravata varia de acordo com a abertura do colarinho.

A gravata

A escolha da gravata também envolve muitos detalhes. “É a peça que pode transformar seu look, tanto para o bem, quanto para o mal”, alerta Gerson.  Gravatas de tecidos mais espessos produzem nós mais cheios. O contrário acontece com tecidos mais finos. Daí a relação entre o nó, o tipo de colarinho da camisa e o tecido da gravata.

• Cuidado com gravatas muito largas. “A largura máxima que considero atual é até 7 cm, passando disso o noivo parecerá que saiu de um filme da década de 1990. Se esse for o propósito, aí está tudo bem!”

• Para fazer o nó da gravata, mantenha o tecido sempre firme e preso, para garantir um nó apertado e uma aparência elegante. “Um nó apertado não significa uma gravata apertada no pescoço, mas que o nó, de onde sai a língua da gravata, deve estar bem firme”, conta Gerson. 

• Sobre as cores, tradicionalmente os noivos escolhem cinza, prata ou tons semelhantes. “Mas nada impede que o noivo use gravata preta, por exemplo, se combinar com o ambiente e o clima desejado pelo casal.” As cerimônias ao ar livre também são um bom cenário para investir em outras cores e estampas nas gravatas. 

Borboleta

Integrante do smoking, ela ganhou a preferência dos mais jovens, que a usam de forma bem casual, com camisas estampadas e misturas interessantes. 

Plastrom e gravata italiana

São modelos menos comuns no Brasil. “Existem várias outras opções e combinações que podem substitui-las no caso de o noivo querer usar algo diferente. Pode se ousar na padronagem do tecido, nas cores, no uso de um lenço no bolso ou mesmo uma flor”, conta Gerson. 

A ocasião

Para o dia: para casamentos em espaços abertos, como chácaras ou no campo, cores claras são sempre uma boa opção o dia ou no início da tarde: tons de areia, azul-claro, cinza-claro e cinza-médio e, para os mais tradicionais, o coringa azul-marinho. Se a proposta for divertida, vale brincar com jogo de estampas entre a camisa e gravata. Na praia, o despojamento é regra. A gravata nem é necessária, mas uma borboleta estampada ou uma gravata tradicional num tom próximo do paletó funcionam bem. Nos pés, um chinelo ou uma alpargata. 

Para a noite: os modelos noturnos costumam seguir o tradicional. Eventos após as 18h pedem trajes escuros, tons de cinza a partir do chumbo, preto, marrons e marinho. O diferencial nesse caso pode estar em uma gravata super slim, aquelas fininhas, ou mix de texturas entre o tecido do paletó e da camisa. “O falso liso, tecido de uma cor só com textura, é uma forma de se diferenciar. Uma camisa branca com textura diagonal ou de chapisco é mais interessante que a branca lisa comum. O mesmo vale para os costumes e ternos”, explica Gerson. Os sapatos também mostram personalidade e permitem certa ousadia. “Se estiver de acordo com o contexto, por que não casar com uma bota social? Ou com um sapato social de cano médio?” Calçados com materiais diferentes juntos em uma mesma peça também acrescentam ao estilo. Nobuck com couro envernizado, veludo e couro, couro e camurça, aviamentos etc.

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